Redatora
Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 17h32.
A morte de uma professora de 27 anos após usar a piscina de uma academia na Zona Leste de São Paulo reacendeu o alerta sobre os riscos do tratamento inadequado de água em ambientes coletivos. Especialistas apontam que falhas na dosagem de cloro, no equilíbrio do pH e no manuseio de produtos químicos podem provocar irritações, intoxicação e danos graves ao sistema respiratório.
O problema não se restringe a academias. Piscinas de condomínios, clubes e espaços públicos também exigem controle técnico e manutenção constante. A recomendação é que usuários fiquem atentos a sinais como cheiro muito forte de cloro, água turva e ardência nos olhos — indícios de que a piscina pode não estar em condições seguras.
O cheiro muito intenso de cloro não é um sinal de que a piscina está “mais limpa”. Especialistas explicam que o odor forte pode indicar desequilíbrio químico e formação de substâncias irritantes na água e no ar próximo à superfície. Em alguns casos, parte do cloro pode se desprender e se concentrar na região onde os nadadores respiram, principalmente em piscinas cobertas ou com pouca ventilação.
Esse cenário pode causar sintomas imediatos, como ardência no nariz, na garganta e nos olhos, além de tosse e dificuldade para respirar. Se isso acontecer, a orientação é sair da água imediatamente e ir para um local aberto.
A intoxicação por cloro pode acontecer quando há excesso do produto ou quando o pH está fora do ideal, favorecendo reações que liberam gases irritantes. Dependendo da concentração e do tempo de exposição, o quadro pode inflamar as vias respiratórias e afetar os pulmões.
Os principais sintomas associados a esse tipo de exposição incluem:
Se os sintomas forem fortes, persistirem fora da água ou vierem acompanhados de dificuldade para respirar, a orientação é buscar atendimento médico com urgência.
Especialistas também alertam que misturar produtos usados no tratamento — como cloro e redutor de pH — pode aumentar o risco de reações perigosas, além de tornar o ambiente inseguro para usuários e funcionários. Outro ponto de atenção é o armazenamento: produtos químicos mal guardados podem gerar vapores, provocar acidentes e até causar reações indesejadas.
Além do cheiro forte, a aparência da água também ajuda a identificar problemas. Água turva, leitosa, esverdeada ou com espuma pode indicar falhas na manutenção, presença de algas ou desequilíbrio nos parâmetros químicos. Nesses casos, o mais seguro é evitar o uso até que a piscina seja verificada e tratada corretamente.