Maruim: mosquito minúsculo causa irritação na pele e pode transmitir doenças em áreas infestadas (Prefeitura Municipal de São José (SC)/Divulgação)
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Publicado em 9 de abril de 2026 às 18h15.
Moradores de Ilhota, em Santa Catarina, enfrentam uma infestação de maruim, um mosquito de tamanho reduzido que tem alterado a rotina da população. O inseto provoca irritação na pele, coceira intensa e pode transmitir doenças como a febre do Oropouche.
Segundo informações do programa "Encontro com Patrícia Poeta", da TV Globo, moradores passaram a manter portas e janelas fechadas mesmo em dias de calor e a usar roupas compridas, como calças, casacos e até luvas, para evitar as picadas.
O maruim é um inseto do gênero Culicoides paraensis, com tamanho entre 1 e 3 milímetros, muito menor que o mosquito da dengue. Por ser extremamente pequeno, consegue atravessar telas comuns de janelas e portas, o que dificulta o controle.
A picada causa ardência, coceira e irritações na pele. Em grande quantidade, o contato frequente pode aumentar o risco de transmissão de patógenos.
O maruim pode transmitir o vírus Oropouche, responsável por uma febre com sintomas semelhantes aos da dengue, como dor no corpo, febre, dor de cabeça e mal-estar.
Segundo o Ministério da Saúde, não há vacina nem tratamento específico para a doença. O atendimento é feito com medidas de suporte, como repouso e controle dos sintomas.
A proliferação do maruim está associada a fatores ambientais, como presença de matéria orgânica em decomposição e umidade.
Ambientes com cultivo agrícola, como plantações de banana, além de áreas próximas a rios, brejos e locais com acúmulo de folhas e restos orgânicos, favorecem a reprodução do inseto.
Segundo a prefeitura, ainda não há um produto com eficácia comprovada para o controle específico do maruim. Medidas usadas contra outros mosquitos, como inseticidas comuns, não têm o mesmo efeito.
Além disso, o tamanho reduzido permite que o inseto passe por barreiras físicas e dificulta ações de contenção.
Medidas simples podem ajudar a reduzir o contato com o inseto e diminuir o risco de picadas no dia a dia. As recomendações envolvem principalmente proteção do corpo e cuidados com o ambiente.