BB-8 na Lua? Agência europeia projeta robô para explorar cavernas lunares

A Agência Espacial Europeia quer mapear a estrutura interna de cavernas lunares e descobrir sua habitalidade para futuras missões

Na mira para realizar a primeira missão de mergulho sob a superfície de outro planeta, a Agência Espacial Europeia (AEE) está desenvolvendo um protótipo de um robô esférico que pode eventualmente explorar as cavernas da Lua.

Apesar da semelhança em sua estrutura, o nome da nave não é BB-8, personagem da franquia Star Wars, e sim Daedalus. Em sua sigla em inglês, o nome significa "Descida e Exploração em Autonomia Profunda de Estruturas Subterrâneas Lunares".

Com aproximadamente 30 centrímetros, o robô seria capaz de mapear a estrutura interna das cavernas lançando pulsos de laser contra as paredes e com suas duas câmeras de 360 graus. Ele seria colocado nas cavernas com um guindaste e depois faria sua exploração de forma completamente autônoma.

Deixar o Daedalus andar por conta própria têm seus riscos, mas também pode significar uma busca mais avançada e uma maior coleta de dados. O robô é apenas um protótipo de uma série de projetos sendo desenvolvidos pela AEE para explorar as cavernas da Lua.

O interior do rover teria uma série de sensores e equipamentos de locomoção protegidos por uma casca forte e transparente, cujo intuito é evitar o estrago dos aparelhos com a poeira lunar. Seu formato esférico é justamente para evitar com que ela fique presa em pedras, mas, caso isso aconteça, o robô conta com 16 hastes que podem se erguer e lançar o Daedalus por cima dos obstáculos.

Explorar as cavernas da Lua é um dos passos para entender melhor sobre o passado do planeta e, possivelmente, seu futuro, com a presença de humanos nela. A missão da AEE tem como intuito entender os fins geológicos da Lua e tentar descobrir alguma caverna que pode proteger astronautas em missões ou até ter gelo de água escondido.

"Missões subterrâneas poderiam estudar as diferentes camadas de rocha dentro das cavernas e encontrar gases antigos de fluxos de lava preservados como minerais", diz Julie Stopar, cientista planetária no Instituto Lunar e Planetário, que não está envolvida no projeto.

Apesar do otimismo, Stopar não acredita que as cavernas podem se tornar um abrigo útil para os astronautas num futuro próximo por causa de suas entradas íngremes e altas. Ela também questiona a existência de gelo de água nas regiões, já que cavernas distantes dos pólos seriam mais quentes.

Um estudo recente feito pela equipe indica uma exploração futura em Marius Hills, região com cavernas na Lua, por volta de 2033. As informações que serão coletadas pelo robô, que deve criar um mapa 3D da caverna e analisar espectros de luz para determinar a composição das rochas ao seu redor, ajudarão cientistas a entender ainda mais sobre a formação do planeta lunar.

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