China: Missão tripulada prevê acoplagem autônoma em órbita lunar e pouso de dois astronautas na superfície da Lua até o fim da década (Unsplash)
Agência
Publicado em 5 de novembro de 2026 às 15h20.
A China detalhou como pretende realizar sua futura missão tripulada à Lua, prevista para ser concluída até 2030. O plano prevê o envio de três astronautas: dois deverão descer até a superfície lunar, enquanto o terceiro permanecerá em órbita para garantir o retorno da tripulação à Terra.
A missão será dividida em dois lançamentos com foguetes Longa Marcha 10. Um deles levará o módulo lunar, enquanto o outro transportará os astronautas na espaçonave Mengzhou. Os dois veículos deverão se encontrar e se acoplar em órbita lunar antes da descida.
A escolha por lançamentos separados permite dividir as funções entre os veículos. A Mengzhou ficará responsável pela viagem entre a Terra e a órbita lunar e pelo retorno dos astronautas, enquanto o módulo lunar será usado apenas para pousar na superfície e voltar ao espaço.
Segundo o plano apresentado, essa configuração também reduz a concentração de riscos em um único lançamento e evita que uma mesma espaçonave precise carregar sistemas para todas as etapas da missão.
Um dos principais desafios será justamente a acoplagem em órbita lunar. Como a distância da Terra provoca atraso nas comunicações, parte da aproximação, do alinhamento e do encaixe entre os veículos precisará ocorrer de forma autônoma.
Antes de levar astronautas, o programa prevê um ensaio não tripulado para testar etapas como chegada à órbita lunar, pouso, decolagem e acoplagem. A missão servirá para verificar as principais tecnologias necessárias antes da tentativa tripulada.
Fonte: 36kr