Ciência

Anticorpo contra coronavírus pode vir de lhamas

A defesa contra a covid-19 pode levar à criação de uma vacina

Pesquisados brasileiros são destaque em lista (Andreas Gebert/Reuters)

Pesquisados brasileiros são destaque em lista (Andreas Gebert/Reuters)

Lucas Agrela

Lucas Agrela

Publicado em 7 de maio de 2020 às 13h46.

Última atualização em 7 de maio de 2020 às 17h43.

Um grupo de cientistas americanos e belgas identificou um anticorpo que pode ajudar a combater o novo coronavírus, causador da covid-19.

Os testes foram realizados, por enquanto, apenas em laboratório, não foram feitos ensaios clínicos com pessoas ainda. O estudo foi publicado na revista especializada Cell. O estudo já foi validado pela comunidade científica e está em fase final de formatação.

Os pesquisadores – time formado por especialistas da Universidade do Texas em Austin (EUA) e do Instituto Nacional de Saúde e da Universidade de Ghent (Bélgica) - criaram o anticorpo ao combinar dois tipos de anticorpos que são produzidos por lhamas. Os testes iniciais mostraram que ele é capaz de bloquear a espícula de proteína do vírus que se liga às células do corpo humano.

A próxima etapa é o teste do anticorpo em animais, como hamsters e primatas. Se tudo correr bem, depois disso, os ensaios clínicos com humanos serão realizados.

De acordo com os pesquisadores, as pessoas poderão receber a vacina de um a dois meses antes de serem infectadas para que estejam protegidas contra o novo coronavírus – considerando que tudo saia como esperam os cientistas e seja realmente possível uma vacina eficaz contra o vírus.

Nesta semana, pesquisadores também encontraram um anticorpo humano que pode combater o novo coronavírus. Assim como no novo estudo, os testes foram realizados apenas em laboratório.

Ainda não há vacina ou tratamento clínico com eficácia clinicamente comprovada e atestada pela Organização Mundial da Saúde. Por isso, a quarentena continua a ser o caminho para minimizar a propagação do vírus.

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