Mistério no Mediterrâneo: Mergulhadores descem ao mar e encontram 1.400 círculos gigantes desenhados na areia (Laurent Ballesta/Facebook/Divulgação)
Repórter
Publicado em 12 de março de 2026 às 20h32.
Última atualização em 12 de março de 2026 às 20h46.
Os círculos gigantes encontrados no fundo do Mar Mediterrâneo surpreenderam cientistas e mergulhadores em diferentes países. A geometria precisa dessas estruturas, distribuídas em uma área extensa, provocou discussões entre especialistas sobre sua origem e sobre quais processos naturais poderiam explicar a formação dessas figuras no leito marinho.
A descoberta consiste em anéis de grande dimensão e altamente simétricos, registrados em uma extensão de 250 mil metros quadrados. A formação foi documentada pela equipe do mergulhador Laurent Ballesta, utilizando submersíveis e varreduras de sonar para mapear cada detalhe.
A superfície arenosa apresenta marcas que parecem ter sido “desenhadas”, formando padrões que lembram composições geométricas. A repetição extremamente regular das estruturas é um dos elementos que mais despertam questionamentos entre pesquisadores.
5 profissões para quem gosta de biologia marinhaO levantamento do local contou com equipamentos tecnológicos de alta precisão, incluindo sistemas de sonar capazes de revelar o tamanho dos anéis e sua organização no fundo do mar. A equipe utilizou submersíveis preparados para operar em profundidade, permitindo a observação direta das formações.
Antes da divulgação das informações, os pesquisadores revisaram horas de gravações captadas durante as expedições. A análise detalhada permitiu confirmar os padrões observados e resultou na elaboração de um mapa minucioso de uma das formações mais curiosas já registradas na geomorfologia marinha.
Especialistas ainda investigam o processo responsável pelo surgimento dessas estruturas. Entre as hipóteses analisadas por pesquisadores da área de geomorfologia a mais considerada é: "formações criadas por correntes e redemoinhos consistentes ao longo de décadas".
Por outro lado, pesquisadores acreditam que se tratar de: "estruturas resultantes de organismos que interagem com o fundo arenoso de forma recorrente".
Cada possibilidade conta com indícios que sustentam as análises iniciais, mas nenhuma explicação definitiva foi confirmada até o momento. A uniformidade das bordas dos anéis mantém o fenômeno em aberto para novas pesquisas.
5 profissões para quem gosta de animais marinhosO jornal francês Le Parisien destacou a descoberta após a análise dos materiais captados pelos mergulhadores, ressaltando que nem todo fenômeno submarino encontra explicação imediata. A escala e precisão dos círculos os colocam em uma categoria raramente vista na exploração oceânica.
O estudo dessas formações amplia o campo de investigação em áreas como biologia marinha, geologia e dinâmica das correntes oceânicas. Dependendo dos resultados das pesquisas futuras, o fenômeno poderá servir como referência para identificar padrões semelhantes em outras regiões marítimas.
A descoberta já impulsiona novas expedições com equipamentos mais sofisticados. A regularidade das formas observadas indica que processos naturais podem gerar padrões altamente detalhados no ambiente submarino, ampliando o debate sobre os mecanismos que moldam o fundo dos oceanos.