Isolamento na praia: loft de luxo em Paraty tem natureza e King Kong

O empresário Sandi Adamiu, dono da pousada do Sandi, inaugura duas casas de alto padrão para aluguel na Costa Verde, entre São Paulo e Rio de Janeiro

Para quem pode, e para quem está disposto, este será o verão do isolamento. Paraty, uma charmosa cidade histórica, na Costa Verde, entre São Paulo e Rio de Janeiro, não é exatamente um lugar tranquilo. Com diversas pousadas, restaurantes estrelados e uma badalada feira literária, a cidade vive do agito. Em volta, no entanto, casas rodeadas de Mata Atlântica, com praias quase exclusivas e acesso só pelo mar, oferecem temporadas de tranquilidade.

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A Villa Bom Jardim, a dez minutos de barco da marina de Paraty, é um desses refúgios. No local ficam duas casas de luxo para aluguel. O dono é o empresário Sandi Adamiu, também proprietário de uma das pousadas mais emblemáticas de Paraty, a Pousada do Sandi. As duas casas da Villa Bom Jardim ficam de frente para a Baia Bom Jardim, de águas verdes cristalinas e vasta vegetação atrás.

As duas casas impressionam, cada uma no seu estilo. A primeira é um loft de pé direito bem alto e em estilo rústico chique, com acesso exclusivo por um píer privativo. A outra propriedade, no terreno ao lado, é uma antiga casa em estilo colonial toda reformada, com sete suítes. E essa tem um detalhe bastante curioso. Dois enormes bonecos do King Kong, de três metros de altura, ocupam o jardim de trás, junto a imponentes pés de lichia.

Villa Bom Jardim, em Paraty Villa Bom Jardim, em Paraty: a reportagem  em frentre à estátua do King Kong

Villa Bom Jardim, em Paraty: a reportagem  em frentre à estátua do King Kong (Sandi Adamiu/Exame)

Vizinhança ilustre

As duas casas da Villa Bom Jardim estão cercadas por uma vizinhança estrelada e eclética. De um lado está a propriedade de um dos herdeiros do grupo Camargo Correa. De outro está a família do navegador Amyr Klink. Os preços das mansões no lugar chegam a 20 milhões de reais, de acordo com corretores da região. A menos de 30 quilômetros de lá fica o exclusivo condomínio das Laranjeiras, onde o acesso se dá principalmente por helicópteros e iates.

Mesmo levando-se em conta o glamour dos vizinhos ilustres e o desbunde da paisagem, o loft e a casa colonial da Villa Bom Jardim têm valores de aluguel consideráveis: 7 mil e 20 mil reais a diária, respectivamente. A locação pode ser feita por agências de viagens personalizadas como a Matueté. As casas são alugadas separadamente, em períodos alternados, para preservar a intimidade dos hóspedes.

O que justifica esses valores? Em primeiro lugar estão as próprias casas. O loft é um antigo abrigo de barcos, dos anos 1960, feito originalmente para guardar a lancha Oceanic de 36 pés da família. Uma parede de pedra e tijolo aparente da época foi preservada. O acesso se dá somente por barco, pelo deque privado.

As paredes de vidro da casa dão de frente para a linda e pacata Baia Bom Jardim. Na parte de baixo do loft, a cozinha aberta se une à sala, com chão de cimento queimado. No piso superior estão as três suítes. A decoração mistura peças de antiquário com objetos de inspiração náutica. Pranchas de stand up paddle e de wakeboard e caiaques estão lá para diversão dos hóspedes.

Villa Bom Jardim, em Paraty

 (Tuca Reinés/Divulgação)

Ao lado, a casa em estilo colonial foi comprada pelo avô materno de Sandi Adamiu. Todos os banheiros e boa parte dos quartos dão de frente para o mar. A reforma recente incluiu cerâmicas espanholas. As roupas de cama e amenidades são da Trosseau. Boa parte dos móveis de época foi preservada, como imponentes luminárias de latão à vela, que contrasta com os modernos aparelhos de ar condicionado dos quartos e a boa conexão de wi-fi.

O valor do aluguel inclui todo o serviço de cozinha, em que os hóspedes escolhem o menu do dia, camareira, caseiro e marinheiro. Também faz parte ao menos um deslocamento por dia de barco até Paraty, para um jantar ou um drinque. Pacotes de passeio pelas deslumbrantes praias e baias locais, como o Saco do Mamanguá, entram como opcionais.

“A ideia é unir os melhores serviços e acomodações de luxo com uma natureza linda e selvagem”, diz Adamiu. “Alugo as casas por determinados períodos do ano e me hospedo aqui no resto da temporada.” Para ele, este foi um ano de investimento na hotelaria. A Pousada do Sandi também passou por uma reforma recente de 1,5 milhão de reais. Duas semanas atrás, foi inaugurado no local o Apothekario, bar e laboratório de drinques, em sociedade com o renomado bartender Alexandre D’Agostino.

De filmes a hotelaria

A aposta no turismo se dá no mesmo momento em que o outro negócio da família, a Paris Filmes, sofre com os efeitos da pandemia do novo coronavírus. A distribuidora foi fundada nos anos 1960 pelo imigrante romeno Sandi Adamiu, inicialmente representando os filmes do estúdio francês Pathé.

Nos anos 1980, com o comando de Alexandre Adamiu, filho de Sandi, a Paris Filmes se especializou em filmes de ação e expandiu a rede de cinemas iniciada pelo pai, que chegou a ter 170 salas. Na paralela. Alexandre montou a Pousada do Sandi no centro histórico de Paraty, principalmente para receber amigos gringos do cinema.

Quem cresceu nos anos 1980 e 1990 assistindo a filmes VHS e em DVD ou então frequentando as salas de cinema do grupo se lembra bem das propagandas da Pousada do Sandi. Alexandre morreu novo, com 52 anos. Seu filho, chamado Sandi igual ao avô, com apenas 17 anos, começou então a trabalhar nos negócios da família.

Nos anos 2000 a Paris Filmes trouxe blockbusters como Jogos Mortais e O Clã das Adagas Voadoras, filmes premiados como Boa Noite e Boa Sorte e Juno e a saga juvenil Crepúsculo. Mais recentemente, o grupo apostou no cinema brasileiro. De Pernas pro Ar, Até que a Sorte Nos Separe e Loucas pra Casar foram alguns dos sucessos da Paris.

O Lado Bom da Vida, Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum, O Lobo de Wall Street, Oldboy – Dias de Vingança... são muitos os recentes filmes de grande bilheteria distribuídos pela Paris Filmes. O grupo passou a investir também em teatro. A montagem Silvio Santos Vem Aí explodiu no primeiro fim de semana de exibição, em março deste ano.

Na sequência vieram as medidas restritivas devido à pandemia e o musical teve a exibição suspensa. “Perdemos 4 milhões de reais só com essa montagem”, revela Sandi. Enquanto as produções e exibições de teatro e cinema ensaiam uma retomada, o empresário se dedica à hotelaria. “Virtual ou real, no fim trabalhamos com a mesma matéria prima, o entretenimento.”

 

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