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Dos calçados aos acessórios: Converse lança óculos no país

Com opções de óculos de Sol e de grau, a coleção de acessórios da Converse tem referências dos tênis, com as hastes emborrachadas que relembras os solados clássicos e o logo All Star nos modelos Chuck Taylor

Com mais de 110 anos de história no universo dos calçados, novos itens da Converse chegam ao país. Desta vez, o clássico logo sai dos tênis da marca para estampar os óculos. Com comercialização pela Marchon Eyewear, fabricante e distribuidora de óculos de marcas como Salvatore Ferragamo, Calvin Klein, Nike, Longchamp, DKNY e Lacoste. 

Em entrevista à Casual, Marcelo Kitsuda, CEO Marchon Brasil e Presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria Óptica (ABIOPTICA) fala sobre a entrada da Converse no portfólio da empresa e o mercado ótico no país.

Seguindo as referências dos tênis, a coleção Primavera/Verão 2021 é a primeira desenvolvida em conjunto com a Marchon.

“A coleção foi pensada de forma a refletir os atributos icônicos da marca e atender a um público jovem entre 12 e 35 anos, em uma faixa de preço acessível onde vemos que falta produto no mercado. Além de ser uma nova opção e categoria de produtos da Converse, em adição aos calçados e ao vestuário, para os fãs da marca se expressarem e comunicarem sua personalidade”, comenta Kitsuda.

No país, a comercialização do acessório, sejam óculos de grau ou de sol, é alta. De acordo com a ABIOPTICA, o mercado ótico é formado por aproximadamente de 35 mil óticas, gerando mais de 180 mil empregos diretos e em 2020. Apesar da pandemia, o mercado obteve faturamento de 19,7 bilhões de reais, com mais 100 milhões de unidades vendidas.

A coleção Primavera/Verão 2021 conta com óculos de grau e sol.

A coleção Primavera/Verão 2021 conta com óculos de grau e sol. (Converse/Divulgação)

Como foi pensada esta coleção de lançamento da Conversa na Marchon? 

Pense bem, quando falamos com alguém, 80% da nossa atenção está no rosto das pessoas com quem interagimos, e enquanto olhamos para o rosto delas, seus olhos são a parte mais expressiva e comunicativa, justamente onde repousam os óculos - especialmente em tempos de conversas via telinhas. 

Vemos os óculos Converse como uma adição importante pelo posicionamento atual da marca e pelo que ela representa no estilo de vida dos seus fãs e do público em geral. Só para citar um exemplo de sua relevância e evidência, é a marca de tênis favorita da Vice Presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris e de muitas outras celebridades.

Quais são os pontos de destaque da entrada da Converse para o portfólio da Marchon Eyewear?

A Converse deve se destacar pela sua coleção de modelos icônicos na indústria de eyewear, aqui reinterpretados pela Marchon, para inserir na porção ideal os detalhes que nos fazem reconhecer e amar a Converse, sua tradição e personalidade. 

Como exemplo estão as hastes emborrachadas dos óculos com referências visuais e táteis dos solados clássicos, o emblemático logo All Star nos modelos Chuck Taylor, referências ao Racing Stripes da lateral dos tênis e seus cadarços no destaque às agulhas das hastes dos óculos e suas ponteiras, tudo isso com muitas opções de cores.

Qual o ticket médio esperado? 

O ticket médio é de 580 reais, sendo que aproximadamente 50% da coleção oferecida ao consumidor final fica com preços entre 485 e 565 reais. Considerando que, no mercado brasileiro, temos mais de 500 marcas de armações e óculos de sol, sendo que aproximadamente 60% disso é de marcas próprias das óticas e produtos populares com valor de até 450 reais ao consumidor final; marcas nacionais e grifes internacionais de entrada ficam entre 450 reais e 700 reais; marcas e grifes premium de alto valor agregado estão entre 700 e 1.200 reais; e as grifes de alto luxo a partir deste valor

Coleção Converse Primavera/Verão 2021.

Coleção Converse Primavera/Verão 2021. (Converse/Divulgação)

Ainda com a pandemia, o mercado se manteve em alta. Como foi o ano passado para a empresa no Brasil e no mundo? 

O mercado foi bastante resiliente em 2020. Depois de ter visto suas receitas caírem perto de 80% entre março e abril do ano passado, houve forte recuperação no segundo semestre. Em especial devido ao trabalho liderado pela ABIÓPTICA e outras entidades do setor, como os SINDIÓPTICAS em todo o Brasil, que ajudaram a decretar o setor ótico como essencial na maior parte dos municípios do país. Entre as capitais, poucas foram as exceções, como em Salvador. 

Além disso, o setor se movimentou rapidamente na direção da digitalização, com o Instagram e o Whatsapp como principais ferramentas e implantação rápida de estratégias CRM e Personal Shopping, com uma pré-seleção cuidadosa de peças para clientes em potencial e atendimento em casa. Muitos varejistas relataram grande sucesso nos atendimentos em casa, onde em quase 100% dos casos tiveram sucesso em vender uma ou mais peças nesses atendimentos.

Como o mercado ótico se beneficiará no pós pandemia?

O mercado ótico espera se beneficiar com o fim da pandemia a partir de um aumento ainda maior na venda de óculos de sol e o maior otimismo e confiança do consumidor em gastar mais, investindo em produtos de maior valor agregado e novos óculos. Além da mudança de perfil do comércio de bairro, que deve continuar a atender a um público consumidor de maior valor agregado que consumia nos grandes centros, perto de onde se concentravam a maior parte dos escritórios, mas passaram e seguiram a consumir de casa.

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