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Quando o assunto é hospitalidade no ar, existe uma disputa silenciosa sobre qual companhia aérea irá conseguir agradar mais o viajante nas poucas horas que separam o aeroporto de partida do destino de chegada. Não é à toa que as classes executivas estão ficando cada vez melhores, tão boas que algumas aéreas começam se questionar a viabilidade das primeiras-classes. Nessa batalha por mais conforto e exclusividade, a Air France inaugurou recentemente sua mais nova business class, reformando totalmente 12 Boeings de longa distância (777-300ER) e escolhendo Rio de Janeiro e Nova Iorque como as primeiras cidades do mundo a receber a novidade.

A convite da Air France, a reportagem voou entre o Aeroporto Internacional Tom Jobim (GIG) e o Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle (CDG) para conferir as novidades da nova cabine. Partindo do Galeão, a experiência começa antes mesmo do embarque. Os passageiros com bilhete da bussiness class podem esperar o voo no Plaza Premium Louge, sala vip com um open bar & food bem servido, além de espaço de coworking, salas de descanso e duchas.

Champanhe, privacidade, conforto e mais champanhe

Dentro do avião, a maior diferença da nova business class comparando com a antiga é a disposição dos assentos e a privacidade extra das poltronas. Localizado na frente da aeronave, o setor business comporta agora 48 passageiros e é baseado nos 3 "F"s adotados pela Air France:

● Full Flat, o que significa que o assento se transforma em uma cama com quase dois metros de comprimento, reclinável a gosto do cliente por meio de um botão lateral.

● Full Access, proporcionando a todos os passageiros acesso direto ao corredor.

● Full Privacy, com uma nova porta deslizante que permite que os viajantes criem um espaço totalmente privativo, fora da vista dos outros passageiros.

Como não poderia ser diferente, a companhia francesa dá boas-vindas aos passageiros da executiva oferecendo uma (ou mais) taça do champanhe Cuvée Royale Brut, envelhecido por no mínimo 4 anos e produzido desde 1825 pela casa Joseph Perrier, uma das mais tradicionais da França.

Lã, alumínio escovado e couro francês foram os materiais escolhidos pela Air France para a fabricação das novas poltronas, que passam uma sensação de aconchego extra. (Divulgação/Divulgação)

Praxe nas bussiness class, a Air France também premia quem está embarcando na executiva com toalhas quentes para mãos e rosto e kit com amenidades, no caso, uma charmosa necessaire azul com zíper vermelho (cores da marca) que agora é feita com 96% de material reciclado. A bolsinha acompanha uma escova de dentes, um tubo de pasta de dente, uma caneta feita de palha de milho, tampões de ouvido embrulhados em papel kraft para evitar o uso de plástico a bordo, máscara para dormir e um par de meias de lã. Há ainda dois cosméticos da renomada marca francesa Clarins: um hidratante para rosto e mãos e um creme labial, ambos em tamanho de viagem.

Em cima dos assentos, os passageiros encontram um cobertor e um travesseiro, e eles são de fato acima da média no quesito conforto aéreo. Além disso, há também um cabide, apesar de não existir espaço para pendurar nada dentro da cabine da poltrona. Os comissários perguntam aos tripulantes se eles têm algum casaco para ser guardado, e esses são levados no cabide para outra parte do avião.

O ponto alto da nova cabine é sem dúvida a possibilidade de apertar um botão que fecha uma ‘mini-parede’ entre o assento e o corredor. A Air France investiu até mesmo em um botão inédito com a função “não perturbe”, igual aquelas plaquinhas que colocamos na porta dos quartos de hotel. Uma vez acionado o botão em formato de lua, os comissários entendem que o passageiro não quer ser incomodado. O que garante, por exemplo, mais horas de sono pela manhã.

Outro ponto que merece destaque é o conforto assento. Lã, alumínio escovado e couro francês foram os materiais escolhidos pela Air France para a fabricação das novas poltronas, que passam uma sensação de aconchego extra. O tamanho para as pernas impressiona mais ainda. Com o modo ‘cama’ acionado, sobra bastante espaço dos quase 2 metros de comprimento. Se você não é um atleta da NBA, dificilmente terá problemas com isso.

A nova executiva vem na configuração 1-2-1, e a reportagem viajou na fileira da janela, mas para os passageiros que voam juntos, os dois assentos localizados no centro da cabine agora estão equipados com um painel central que pode ser abaixado, criando um espaço de convívio no qual se pode aproveitar o voo em dupla.

Quando o assunto é entretenimento, todos os assentos possuem uma ampla tela anti-reflexo de 17,3 polegadas e um fone de ouvido com redução de ruído, que pode ser usado tanto para assistir ou ouvir música, quanto para isolar barulhos externos (testamos, e funcionou melhor que os tampões de ouvido). Assim como acontece nas bussiness class da maioria das companhias aéreas, o wi-fi só é gratuito para mensagens de texto nas redes sociais. O serviço funcionou bem mesmo no meio do oceano, mas navegar ilimitadamente durante todo o voo pode custar salgados 30 euros, apesar do preço do bilhete da business.

Bolinho de feijoada que estás no céu

Seria uma afronta falar do novo cardápio da Air France sem revelar que, muito provavelmente, o melhor bolinho de feijoada que já comi foi à bordo da business class da companhia. Casquinha crocante, massa super macia e recheio irresistível. Confesso que fiquei impressionado (por estar impressionado) com comida de avião. Mas é verdade. Junto da nova classe executiva, a Air France também inaugurou no mês de março novos cardápios que serão servidos nos lounges e na first & business class da companhia.

O evento dos novos menus aconteceu em Lyon, capital gastronômica da França, e reuniu 17 chefs renomados, incluindo o argentino Mauro Colagreco e os franceses Angelo Musa e Régis Marcon, que assinam os novos pratos.

Na cabine Business, Régis Marcon, que possui 3 estrelas Michelin (com o restaurante Le Clos des Cimes, desde 2005), assinou uma seleção de oito pratos que estão sendo incorporados nos voos por etapas. As refeições criadas pelo chef incluem Filé de carne bovina, molho de vinho do porto e cenouras; Camarões salteados com lentilhas de puy verdes e molho de manteiga e laranja; Lasanha de pato com molho de groselha preta; Risoto com alcachofras e cogumelos; Frango com alecrim e uvas e polenta; Bolo de ratatouille de manjericão; Pernil de vitela e seu molho cremoso de cogumelo morel sobre uma espelta e risoto de ervilhas; Salmão com fondue de legumes, cebolinha.

Camarões salteados com lentilhas de puy verdes e molho de manteiga e laranja (Divulgação/Divulgação)

No jantar, o primeiro petisco a ser servido no voo Rio-Paris foi um bolinho de queijo fresco com cebolinha, goiabada e creme balsâmico. Naturalmente, a união de queijo com goiabada não deixou nada a desejar. Na entrada, foi servido um camarão marinado na maionese e limão acompanhado de aspargos, melancia, rabanete e supremo de limão. Infelizmente sou alérgico à camarão e substitui meu prato por uma salada de folhas. A comissária informou que, nesses casos, o passageiro pode informar restrições alimentares antes do embarque para que a companhia sirva um prato alternativo, o que não estava disponível no dia.

Como prato principal, havia opções de tornedor bovino (parte mais nobre do filé-mignon) grelhado com chimichurri; filé de frango com ervas no molho demi glace; filé de corvina assado com pele e molho de frutas cítricas; e nhoque com milho cremoso de ervas e parmesão. Fui de tornedor bovino, que veio acompanhado com arroz, legumes e bolinho de feijoada. O prato veio bem servido, a carne estava macia e suculenta, o arroz, sem mistérios, os legumes, no ponto, e o bolinho de feijoada, divino.

De manhã, foi servido café da manhã continental tradicional, com variedade de pães, sucos, cafés e frutas. Honras para a manteiga da marca francesa Isigny Sainte-Mère.

Do Cristo à Torre Eiffel

No Brasil, a nova business class da Air France foi oficialmente apresentada em um evento para jornalistas no Copacabana Palace. Para o público geral, os assentos foram expostos por mais de uma semana no shopping Leblon. “Sabemos que essa era uma importante demanda dos nossos clientes no Rio de Janeiro, que agora não só contam com poltronas que viram cama, como ainda são um dos primeiros do mundo todo a ter acesso a nossa novíssima cabine”, explica Manuel Flahault, diretor-geral do grupo Air France-KLM na América do Sul.

Segundo Flahault, um dos motivos para a escolha do Rio de Janeiro é a relevância global da cidade para a marca. “Reforça nosso compromisso com o Rio e com o Brasil, um dos principais mercados da companhia no mundo”, disse, sem abrir números.
Atualmente, a Air France opera 24 voos semanais no Brasil com destino a Paris: 2 voos diários saindo de São Paulo, 1 voo diário partindo do Rio de Janeiro e 3 voos semanais saindo de Fortaleza. O preço do bilhete na executiva na rota Rio-Paris parte de 24.500 reais.

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