Carreira

Quase 25% dos escritórios nos EUA ficarão vagos até 2026, diz relatório

85% das empresas norte-americanas implementaram trabalho híbrido

Trabalhadores de escritório precisam hoje de 14% menos espaço do que antes da pandemia (Hotmart/Divulgação)

Trabalhadores de escritório precisam hoje de 14% menos espaço do que antes da pandemia (Hotmart/Divulgação)

Publicado em 27 de junho de 2024 às 11h55.

Quase 25% dos escritórios nos EUA estarão vagos até 2026, à medida que o trabalho remoto segue existindo, o que reduz o valor dos imóveis comerciais em até US$ 250 bilhões. As informações constam num relatório da Moody’s divulgado pela Bloomberg.

Espera-se que as taxas de vacância de escritórios aumentem para 24%, em relação aos quase 20% registados no primeiro trimestre deste ano nos EUA, reduzindo as receitas dos proprietários de escritórios entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões.

Isso, por sua vez, poderia se traduzir em “destruição do valor da propriedade” na faixa US$ 250 bilhões, disseram Todd Metcalfe, diretor associado de previsões de imóveis comerciais (CRE) da Moody's, e Tom LaSalvia, chefe de economia de CRE da Moody's, em uma análise separada que não está contida no relatório.

Os números ilustram as perspectivas sombrias enfrentadas pelos proprietários e credores à medida que empregadores continuam a abandonar escritórios fixos, maiores e com contratos longos, para coworkings de prazo reduzido e mais flexíveis.

De acordo com a reportagem da Bloomberg, um total de 85% das organizações norte-americanas entrevistadas pela corretora Jones Lang LaSalle implementaram trabalho híbrido, e a ocupação dos escritórios nas principais cidades dos EUA está estagnada em cerca de 50% dos níveis pré-pandemia. A oscilação da procura e o aumento dos custos dos empréstimos reduziram drasticamente a busca por escritórios, especialmente entre os edifícios mais antigos.

“O argumento para manter ou mesmo aumentar as práticas de trabalho remoto continua convincente para muitas empresas”, afirmaram os autores da Moody’s. “Se a produtividade permanecer estável e os custos puderem ser reduzidos com a renúncia aos espaços físicos de escritório, a justificativa para obrigar a presença no escritório diminui.”

A análise da Moody’s centrou-se nos setores administrativos, que registam as taxas mais elevadas de trabalho remoto e que também representam a maior parte do patrimônio de escritórios nos EUA, tais como os setores financeiro, da informação e imobiliário.

Utilizando vários conjuntos de dados governamentais e acadêmicos, incluindo o Inquérito sobre Arranjos e Atitudes de Trabalho, a Moody’s determinou que os trabalhadores de escritório precisam hoje de 14% menos espaço do que antes da pandemia. O número corresponde a uma pesquisa do McKinsey Global Institute, que concluiu que haverá 13% menos procura de espaços de escritório numa cidade típica a nível mundial até 2030. A McKinsey também descobriu que os valores dos imóveis de escritórios diminuirão entre US$ 800 bilhões e US$ 1,3 trilhão durante esse período de tempo.

Eventualmente, dizem os autores da Moody’s, as taxas de vacância irão estabilizar à medida que um número suficiente de escritórios for demolido ou convertido para outros usos, como armazéns ou propriedades residenciais.

Acompanhe tudo sobre:Mercado imobiliárioHome office

Mais de Carreira

Ambiente de laboratório: Veja como profissional remoto ou autônomo pode se sentir menos isolado

“Ter inteligência emocional é fundamental para chegar no lugar que deseja”, diz atleta olímpica

Conheça frases que podem te ajudar a lidar com pessoas difíceis no trabalho

Para além do LinkedIn: Geração Z busca agora vagas de emprego no Instagram – próximo alvo? TikTok

Mais na Exame