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Redatora
Publicado em 26 de agosto de 2026 às 17h21.
Um economista formado no Brasil ganha, em média, R$ 9.054,78 por mês, segundo dados do Novo Caged compilados pelo Portal Salário, para uma jornada de 42 horas semanais.
Mas essa mídia é puxada para cima por evolução altos no topo da carreira: a mediana da categoria, que reflete melhor a realidade da maioria dos profissionais, é de R$ 6.471 . O piso fica em R$ 5.102,61 e o teto chega a R$ 16.455,36.
O mercado também está mais movimentado. As admissões formais de economistas cresceram 25% ao longo dos últimos 12 meses, mas a alta rotatividade da categoria, de 48,4%, mostra que a disputa por vagas ainda é intensa.
As oportunidades se espalharam por bancos, gestoras de recursos, Big Techs, consultorias, organismos internacionais e o setor público, num momento em que a inteligência artificial já redesenha boa parte das funções tradicionais da profissão.
Os dados do Caged, tratados pelo Portal Salário, mostram uma amostra de 1.997 profissionais contratados e desligados em regime CLT nos últimos 12 meses. Além da média de R$ 9.054,78 e da mediana de R$ 6.471, a pesquisa aponta:
Apesar do aumento nas contratações, a mediana salarial da categoria caiu 2,4% em termos reais no período, descontada a inflação. O perfil também mudou: a idade média dos contratados subiu de 32,5 para 34,6 anos, e a presença feminina cresceu 7,7 pontos percentuais, chegando a 53,2% das novas contratações.
O mercado financeiro segue como o maior empregador de recém-formados nas universidades mais competitivas, especialmente em banco de investimento e gestão de ativos. No primeiro caso, o economista atua na modelagem de fusões, aquisições e aberturas de capital. Em segundo lugar, participe diretamente das decisões de alocação de bilhões em ativos, com base em projeções de juros, câmbio e inflação.
Mas a profissão deixou de estar restrita ao mercado financeiro tradicional. Big Techs, consultorias estratégicas, organismos internacionais e empresas ligadas à agenda ESG passaram a disputar economistas justamente pela combinação de rigor estatístico com compreensão do comportamento humano e dos negócios. A agenda de sustentabilidade corporativa, em especial, abriu uma frente de trabalho que uma análise econômica do impacto ambiental e social.
O setor público também segue como opção relevante, com concursos em órgãos e instituições governamentais oferecendo estabilidade e estratégia competitiva. E o agronegócio, um dos setores que mais avançou na economia brasileira nos últimos anos, tem ampliado a procura por profissionais capacitados para analisar cadeias produtivas e mercados de commodities.
A taxa de desocupação no Brasil recuou para 5,4% no trimestre encerrado em junho de 2026, segundo o IBGE. O recorte por escolaridade reforça o valor do diploma: entre trabalhadores com ensino superior completo, o desemprego é de apenas 3%, contra 9% entre quem não concluiu o ensino médio.
Ao mesmo tempo, a inteligência artificial já reorganizou as funções mais tradicionais da economia aplicadas aos negócios. No setor financeiro, que emprega boa parte dos economistas do país, a IA vem sendo usada de forma intensiva em análise de risco, crédito, fraude e conformidade regulatória, tarefas que antes consumiam boa parte da rotina de analistas juniores. Isso não elimina a demanda do profissional, mas muda o tipo de entrega esperado dele: menos manual de execução de planilhas e mais interpretação estratégica dos dados.