O dado oficial do PIB do segundo trimestre de 2026 será divulgado pelo IBGE em 1º de setembro (Getty Images)
Plataforma de conteúdo
Publicado em 26 de agosto de 2026 às 18h16.
O desempenho da economia brasileira é acompanhado por diferentes indicadores, mas três deles ganham destaque quando o assunto é atividade econômica: o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Monitor do PIB-FGV, da Fundação Getúlio Vargas, e o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). Embora tenham objetivos semelhantes, os indicadores possuem metodologias e frequências de divulgação diferentes.
O dado oficial do PIB do segundo trimestre de 2026 será divulgado pelo IBGE em 1º de setembro. Até lá, as estimativas do Monitor do PIB-FGV e os números do IBC-Br ajudam analistas e investidores a acompanhar o ritmo da economia e antecipar possíveis tendências.
O PIB é o principal indicador de atividade econômica do País. Calculado trimestralmente pelo IBGE, ele representa a soma dos bens e serviços finais produzidos no território brasileiro em determinado período.
O indicador pode ser analisado pela ótica da produção, que reúne agropecuária, indústria e serviços, além dos impostos sobre produtos, e pela ótica da demanda, que considera consumo das famílias e do governo, investimentos, exportações e importações. Por sua abrangência e metodologia, o PIB oferece um retrato mais completo da economia e é considerado a referência oficial para medir seu crescimento.
Produzido pela Fundação Getulio Vargas, o Monitor do PIB-FGV tem divulgação mensal e foi criado para oferecer uma estimativa do PIB antes da publicação das Contas Nacionais Trimestrais do IBGE.
A metodologia busca seguir as mesmas bases das Contas Nacionais do IBGE. O indicador acompanha os três grandes setores — agropecuária, indústria e serviços — e também apresenta informações sobre componentes da demanda, como consumo das famílias, formação de capital, exportações e importações.
Por isso, funciona como uma ferramenta de antecipação: nos meses em que o IBGE ainda não divulgou o PIB trimestral, o Monitor ajuda a identificar a direção da atividade econômica e de seus principais componentes.
Também divulgado mensalmente, o IBC-Br foi criado pelo Banco Central para acompanhar a evolução da atividade econômica e subsidiar a condução da política monetária, especialmente as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom).
O índice reúne informações de diferentes setores, utilizando variáveis como produção industrial, atividade do comércio e dos serviços, agropecuária, crédito e arrecadação de impostos. A frequência mensal permite uma leitura mais rápida da economia.
Apesar de ser frequentemente chamado de “prévia do PIB”, o IBC-Br é, tecnicamente, uma proxy, ou seja, uma aproximação da atividade econômica. Sua metodologia é diferente da utilizada pelo IBGE, o que pode levar a resultados distintos.
O PIB, o IBC-Br e o monitor do PIB-FGV não devem ser vistos como concorrentes, mas como instrumentos complementares. Enquanto o PIB fornece o resultado oficial e mais abrangente, o Monitor do PIB-FGV oferece uma estimativa mensal baseada na metodologia das Contas Nacionais e o IBC-Br permite ao Banco Central acompanhar com maior frequência o comportamento da atividade.