Carreira

Os caminhos para a presidência

Não existe padrão para levar uma pessoa ao topo

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 17 de maio de 2013 às 18h12.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo - Ser presidente de uma grande empresa ainda é o sonho de muitos jovens. Para chegar lá, a disputa é acirrada. Não existe padrão infalível para levar uma pessoa ao topo. As condições do mercado, da companhia ou de ambos exigirão que o profissional tenha essa ou aquela credencial marcante para conduzi-lo à cadeira do número 1.

Há dois anos, o conhecimento em finanças, marketing e vendas era a chave para a promoção. Hoje, uma das principais características é a habilidade de lidar com a globalização e as instabilidades financeiras (flutuação de moedas, oferta de crédito, desequilíbrio nas contas públicas). Amanhã, talvez seja o domínio das implicações que as redes sociais provocam nos negócios. 

O cenário de constantes mudanças fez com que o cargo de presidente se tornasse efêmero. Raros são os presidentes que ocupam essa cadeira por mais de dez anos como no passado. Aos candidatos à vaga, deixo algumas dicas valiosas. Desenvolva habilidades que permitirão que você maximize resultados em momentos de crescimento da companhia e jogo de cintura para apertar o cinto nos quadros de crise.

Não adianta ser arrojado, fazer e acontecer, mas em situações de turbulência se amedrontar. Seja proativo e se antecipe às necessidades. Cultive uma imagem pessoal positiva entre os colegas, chefes, clientes e fornecedores. Tudo isso ajuda a construir um perfil compatível com o que as organizações buscam em um líder. Esforçe-se para reunir todas as competências.

Construir uma carreira que permita trilhar o caminho certo não consiste apenas em dominar idiomas, o uso da TI e melhorar o processo decisório. Ter comportamento ético, senso de justiça, decidir com base em fatos são grandes diferenciais. Cada vez mais o líder será escolhido por seu comportamento pessoal mais do que por suas competências técnicas.

Sem esquecer que o erro faz parte do aprendizado. Esse é um aspecto que eu deveria ter descoberto antes de assumir o cargo de presidente da Ernst & Young para América do Sul lá trás. Foi uma ficha que demorou a cair, mas que considero fundamental. Nada como a escola da vida. Os sinais estão bem aí, basta apenas abrir os olhos. 

Julio Sergio Cardozo é consultor e presidente da Julio Sergio Cardozo & Associados

Acompanhe tudo sobre:[]Edição 148

Mais de Carreira

Capacitação é o caminho para mulheres chegarem ao C-level

Na Evertec, funcionários e filhos recebem até US$ 1.000 por ano para estudar

Quando a carreira já não basta: por que o autoconhecimento ganha força na maturidade

Cinco perguntas que mais aparecem em entrevistas de jovens — e o que o RH quer saber