Redação Exame
Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 13h10.
Filippo Ghirelli, 45 anos, é um nome ainda pouco conhecido fora dos círculos empresariais europeus. Mas suas decisões de investimento colocam-no entre os empresários mais estratégicos do mundo.
Nascido em Roma, com formação em engenharia civil e MBA pela Luiss Business School, Ghirelli percorreu o caminho da infraestrutura pesada, do real estate e da eficiência energética até alcançar o bilhão, e ele fez isso com uma jogada certeira: adquiriu 25% de uma das maiores refinarias privadas da Índia por US$ 169 milhões. Hoje, essa participação vale pelo menos US$ 1,1 bilhão. As informações foram retiradas da Forbes.
A virada financeira aconteceu com a compra de uma fatia da Nayara Energy, segunda maior refinaria da Índia, localizada em Vadinar. O ativo, originalmente adquirido em 2017 pela Trafigura e pela estatal russa Rosneft, enfrentou obstáculos regulatórios e geopolíticos. Ghirelli entrou no negócio em 2021, após a liberação dos órgãos antitruste em 2023, pagando um valor 42% menor do que o montante desembolsado anos antes pela Trafigura.
Enquanto o cenário global se tornava volátil, com sanções da União Europeia sobre empresas ligadas à Rússia, a Nayara redirecionou sua operação para o mercado doméstico indiano, que absorve 88% de sua produção, além de abrir novos canais de exportação para Brasil, Turquia e Sudão. Resultado: lucro líquido de US$ 760 milhões em 2025, com receita de US$ 17,6 bilhões, crescimento de 500% e 25%, respectivamente, em relação a 2022.
Apesar da rentabilidade explosiva, Ghirelli manteve-se como investidor passivo em Nayara. Ele afirma que a natureza local do negócio protegeu sua participação das sanções e até favoreceu o interesse por uma eventual venda. “Se o produto fosse vendido na Europa, haveria impacto. Mas, como o mercado é essencialmente interno, a performance não foi afetada”, disse à Forbes.
Com um possível desinvestimento em vista, Ghirelli já estrutura o próximo salto: fundou a Infracorp, holding de investimentos que abrange desde energia e infraestrutura até inteligência artificial descentralizada e data centers em órbita.
Lançada em 2024, a Infracorp já acumula mais de US$ 100 milhões comprometidos em 65 projetos, com foco em quatro frentes: transporte e infraestrutura, transição energética, economia espacial e segurança via IA descentralizada.
Entre os ativos estão uma planta de energia a partir de resíduos na Itália, 18 data centers em desenvolvimento na Europa, terminais privados e projetos de usinas nucleares offshore. O projeto mais simbólico até agora é a aquisição do Riviera Airport, aeroporto executivo no noroeste da Itália, que será transformado em um hub para jatos particulares que circulam por Mônaco — a primeira peça de uma rede planejada de 16 aeroportos privados na Europa.
Ghirelli estima investimento médio de US$ 60 milhões por unidade, mirando um mercado que cresce com o avanço da aviação elétrica. “Os aeroportos comerciais estão cada vez mais congestionados e menos acessíveis a voos privados. A demanda só tende a aumentar”, avalia Manfredi Lefebvre d’Ovidio, bilionário do setor de cruzeiros e conselheiro da Infracorp.
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