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Finlândia quer permitir que trabalhadores vejam salários de colegas

Movimento faz parte de uma tentativa de eliminar a disparidade salarial entre homens e mulheres
Finlândia: as mulheres finlandesas receberam 17,2% a menos do que os homens em 2020. (Getty Images/Marco Piunti)
Finlândia: as mulheres finlandesas receberam 17,2% a menos do que os homens em 2020. (Getty Images/Marco Piunti)
Por ReutersPublicado em 11/11/2021 11:36 | Última atualização em 11/11/2021 11:36Tempo de Leitura: 2 min de leitura

O governo da Finlândia está planejando uma nova lei que permitiria que trabalhadores vejam quanto seus colegas estão recebendo se suspeitarem que estão sendo discriminados, parte de uma tentativa de eliminar a disparidade salarial entre homens e mulheres.

O projeto de lei é criticado pelos sindicatos dos trabalhadores, que querem ainda mais transparência, e pela maior organização de empregadores, que diz que ele criará ainda mais conflitos no ambiente de trabalho.

Mas a coalizão de centro-esquerda de cinco partidos da primeira-ministra Sanna Marin está levando a legislação adiante para diminuir a disparidade salarial.

"O que é central para o programa do governo é a eliminação de disparidades salariais injustificadas", disse o ministro da Igualdade, Thomas Blomqvist, à Reuters. "Agora elas serão tratadas mais rigorosamente."

Ele disse acreditar que o projeto de lei será aprovado no Parlamento antes das eleições de abril de 2023.

As mulheres finlandesas receberam 17,2% a menos do que os homens em 2020, de acordo com um ranking de paridade salarial da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A pesquisa colocou a Finlândia na 37ª posição, bem atrás de Noruega (8ª), Dinamarca (9ª) e Suécia (12ª), embora a igualdade de gênero esteja em alta na pauta política finlandesa há décadas.

Um relatório de 2018 da Ouvidoria de Igualdade Finlandesa apontou como razões a segregação do mercado de trabalho em profissões dominadas por homens e mulheres, pais usando menos licenças do que mães e mulheres sendo promovidas com menos frequência do que homens.

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