Diploma (Taweepat/Thinkstock)
Redatora
Publicado em 7 de agosto de 2026 às 15h35.
Um diploma com boas notas já foi sinônimo de vaga garantida — mas não é mais.
Recrutadores em todo o mundo têm mudado o critério de decisão, e o novo filtro não está só no histórico escolar: está no que o candidato já provou saber fazer fora da sala de aula.
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Um levantamento da National Association of Colleges and Employers, associação americana que reúne recrutadores e universidades, mostra que 70% das empresas hoje adotam contratação baseada em competências, um salto em relação aos 65% do ano anterior. Na prática, isso significa avaliar o que a pessoa é capaz de fazer, não apenas de onde ela veio ou quantos anos estudou.
O mesmo levantamento aponta que quase 90% dos recrutadores procuram evidências de capacidade de resolver problemas, e cerca de 80% valorizam trabalho em equipe comprovado. Não basta declarar essas habilidades em uma lista de qualidades no currículo. É preciso ter algo que prove isso.
Um estudo publicado no Journal of Applied Business and Economics, que ouviu 651 recrutadores dos Estados Unidos e de empresas multinacionais, chegou a uma conclusão direta: estudantes que ocuparam papéis de liderança em atividades extracurriculares relacionadas à vaga de interesse foram os que receberam as melhores avaliações de empregabilidade e os maiores prêmios salariais entre os candidatos pesquisados.
O desempenho acadêmico continua importante, mas deixou de ser suficiente sozinho. A combinação entre bom histórico e experiência prática de liderança é o que realmente eleva a percepção do recrutador sobre o candidato.
Há uma razão específica para uma conquista acadêmica pesar tanto quanto pesa. Um estudo publicado na revista científica Applied Psychology, que analisou a avaliação de 244 recrutadores sobre currículos reais de recém-formados, identificou que a percepção de empregabilidade nasce do cruzamento entre qualificação acadêmica, experiência de trabalho e atividades extracurriculares, e não de um único fator isolado.
Um prêmio ou reconhecimento nacional entra exatamente nesse cruzamento. Ele não substitui a experiência, mas funciona como validação externa: alguém de fora, uma banca, uma instituição, avaliou aquele trabalho e o considerou bom o suficiente para reconhecer publicamente.
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É um tipo de prova que o próprio candidato não consegue gerar sozinho, por mais bem escrito que seja o currículo.
O gargalo mais comum não é falta de conquista, é falta de tradução. Segundo a NACE, existe uma lacuna relevante entre como recém-formados percebem sua própria proficiência em liderança e como os recrutadores avaliam essa mesma proficiência, uma diferença que passa dos 30 pontos percentuais.
Ou seja: ter vivido a experiência não é o mesmo que saber demonstrá-la.
Transformar uma conquista acadêmica em diferencial de carreira depende menos de acumular reconhecimentos e mais de saber contextualizá-los: o que aquele prêmio exigiu, que habilidade ele comprova e como isso se conecta com o próximo passo da carreira.
O Na Prática nasceu como uma plataforma educacional criada para impulsionar a carreira de jovens, do estágio à liderança, complementando o ensino universitário com uma formação voltada para o mercado de trabalho.
Pensando nesse propósito, a instituição criou o Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário. Com cinco ganhadores, um de cada estado, ele é o primeiro reconhecimento nacional com recorte regional focado exclusivamente em estudantes de alto desempenho prático e acadêmico.