Formações flexíveis e planejamento da rotina podem ajudar profissionais em cargos de liderança a conciliar trabalho e estudos (Imagem gerada por IA)
Redatora
Publicado em 5 de novembro de 2026 às 06h02.
Reuniões que se prolongam, decisões urgentes e equipes que precisam de acompanhamento. Para quem ocupa um cargo de liderança, encontrar espaço na agenda para voltar a estudar pode ser tão desafiador quanto escolher uma formação.
Segundo o relatório Trends in Adult Learning, publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 2025, 48% dos adultos que enfrentaram barreiras à aprendizagem apontaram compromissos profissionais ou familiares como principal impedimento.
O problema ganha outra dimensão diante da inteligência artificial, que exige atualização em temas como automação, análise de dados e gestão de tecnologias.
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Reservar horários específicos para aprender pode ser mais viável do que depender dos intervalos que surgem entre compromissos.
Uma alternativa é estabelecer blocos semanais de estudo, considerando a carga horária do curso e a disponibilidade real para realizar exercícios e atividades.
A escolha do formato faz diferença. Aulas gravadas permitem acompanhar o conteúdo em horários flexíveis, enquanto encontros online ao vivo oferecem oportunidades de interação sem exigir deslocamentos.
Cursos presenciais podem favorecer discussões e networking, mas exigem considerar o tempo gasto no transporte.
O planejamento precisa incluir períodos de maior demanda profissional, como fechamentos financeiros, entregas de projetos e viagens de trabalho.
O incentivo dos empregadores pode reduzir dificuldades para quem deseja continuar estudando.
A OCDE destaca que o apoio financeiro das empresas está associado a uma maior participação em atividades de aprendizagem.
O levantamento aponta ainda que grande parte da formação de adultos acontece no próprio ambiente de trabalho, durante o expediente.
Na rotina de liderança, negociar horários para capacitação ou relacionar o curso a projetos da organização são possibilidades que dependem das políticas de cada empregador.
A aplicação do conhecimento também merece atenção. Estudar um conceito e utilizá-lo em uma atividade profissional pode ajudar a identificar dúvidas e consolidar o aprendizado.
A adoção de sistemas de IA acrescenta responsabilidades às funções de gestão.
Avaliar propostas de automação, compreender riscos no tratamento de dados e acompanhar os resultados de ferramentas tecnológicas exige conhecimentos que nem sempre fizeram parte da formação original dos executivos.Cursos sobre IA aplicada aos negócios podem contribuir para desenvolver esse repertório, especialmente quando incluem exercícios relacionados à tomada de decisões e à análise de processos.
Antes da matrícula, vale calcular quantas horas serão necessárias por semana, incluindo aulas, leituras e atividades práticas.
Começar por uma formação com duração definida pode ajudar a testar a compatibilidade entre estudos e compromissos profissionais.
Outra medida é estabelecer objetivos concretos de aprendizagem, como compreender aplicações de IA na própria área ou desenvolver critérios para avaliar projetos de automação.
O calendário precisa prever espaço para imprevistos. Uma rotina de estudos sustentável depende de horários que possam ser mantidos mesmo durante períodos de maior responsabilidade profissional.