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'Aprendi que todos nós precisamos agir' — o impacto desse projeto escolar que leva jovens à Amazônia

Em uma semana de imersão na floresta, estudantes da Red House vivenciam práticas de voluntariado, descobrem outras formas de viver

Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 16h50.

Trocar o conforto da rotina escolar por dias intensos de conexão com a floresta e com modos de vida completamente diferentes.

Foi exatamente isso que viveram os alunos da 1ª série do Ensino Médio da Red House International School, durante uma experiência de voluntariado na comunidade ribeirinha de Acajatuba, dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro, no Amazonas.

Ao longo de sete dias, os jovens mergulharam em uma vivência coletiva, com atividades práticas, participação na rotina local e diálogo constante com moradores. Uma imersão que propõe não apenas ajudar, mas aprender com o outro.

A ação faz parte do currículo de Service Learning da Red House — uma abordagem que conecta educação e responsabilidade social desde os primeiros anos escolares. No Ensino Médio, a experiência ganha corpo, e também um novo território: a Amazônia.

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O projeto dos Quelônios

Nesta edição, os alunos colaboraram com o Projeto Quelônios do Rio Negro, uma iniciativa de conservação comunitária criada por moradores de Acajatuba e apoiada por organizações parceiras.

O objetivo principal é proteger e recuperar populações de quelônios — como a tartaruga-da-Amazônia e o tracajá — espécies que sofrem com a caça predatória e a degradação ambiental.

As ações realizadas pelo projeto incluem:

  • Monitoramento dos animais e de seus ninhos;

  • Coleta e proteção de ovos durante a desova;

  • Resgate e cuidado de filhotes, com uso de chocadeiras e berçários;

  • Soltura em habitat natural, para fortalecer as populações selvagens;

  • Educação ambiental para a comunidade e visitantes.

Mais do que um trabalho de proteção à fauna, o projeto representa o fortalecimento do protagonismo ribeirinho e o reconhecimento dos saberes tradicionais como agentes ativos na preservação da biodiversidade amazônica.

Aprendizado que não cabe em provas

A vivência dos estudantes vai muito além do trabalho voluntário. Trata-se de uma troca. A ausência de internet, o ritmo desacelerado, a escuta ativa e o contato com outro modo de viver geram reflexões profundas sobre bem-estar, propósito e pertencimento.

“Uma das coisas mais bonitas que já ouvimos dos nossos alunos foi: ‘É tão legal ver que existem outras formas de ser feliz’”, conta Laís Francis Ribeiro, diretora dos anos finais da Red House.

Além da atuação no Projeto dos Quelônios, os jovens participaram de ações pensadas com base nas necessidades da comunidade — construídas em diálogo com os próprios moradores. Já foram realizadas atividades como:

  • Pintura e revitalização de centros comunitários;

  • Criação de placas bilíngues para sinalização turística;

  • Produção de guias trilíngues com expressões locais para incentivar o turismo responsável.

Educação com propósito

A experiência na Amazônia é parte de um ciclo formativo que começa ainda no 5º ano do Ensino Fundamental. A Red House estrutura seus projetos de Service Learning como uma trilha contínua de engajamento social e formação cidadã.

No Ensino Médio, esse processo se intensifica. Embora os projetos não recebam nota, são obrigatórios para a progressão dos estudantes — não como critério de desempenho, mas como uma etapa essencial do aprendizado.

“Nossa missão é formar cidadãos com senso de coletividade, capazes de agir local e globalmente”, afirma Laís.

A escola é certificada pelo International Baccalaureate (IB), uma das mais respeitadas organizações educacionais do mundo, que promove uma educação transformadora, com ênfase no protagonismo juvenil e na responsabilidade social.

Quando o impacto atravessa a sala de aula

Ao retornarem a São Paulo, os estudantes não apenas escrevem reflexões sobre o que viveram, eles compartilham, organizam mostras culturais, promovem rodas de conversa e seguem realizando ações comunitárias dentro e fora da escola.

Além da atuação na Amazônia, os alunos da Red House já participaram de diversos projetos voluntários com abrigos de animais, casas de repouso, orfanatos e instituições de assistência social. Muitas dessas ações nascem da própria iniciativa dos estudantes, em conexão com suas habilidades e paixões, como aulas de teatro, arrecadação de brinquedos e campanhas de doação de produtos de higiene.

Mais do que criar consciência, o objetivo é formar agentes de transformação.

“Queremos que nossos alunos entendam o valor do serviço. E que o ato de servir pode vir de diferentes formas — como um médico, um bombeiro, um professor — todos exercem funções que impactam diretamente a comunidade onde vivem”, reforça Laís.

A floresta ensina e transforma

Durante a imersão em Acajatuba, entre o silêncio da mata e a força dos rios, os alunos compreendem algo que nenhuma sala de aula, sozinha, conseguiria ensinar.

“Eles voltam tocados. Começam a questionar seu lugar no mundo e suas escolhas”, diz Laís. “É bonito ver como passam a enxergar a Amazônia não como um lugar distante, mas como algo que também os afeta, que também lhes pertence”.

Para a Red House, a educação vai além do conteúdo. É, acima de tudo, um convite à ação.

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