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Ainda à frente

Campeã na geração de empregos, a região mais rica do país tem vagas em varejo, serviços e indústria

São Paulo - O Sudeste é a região que abriga o maior mercado consumidor do país, que oferece as melhores condições de infraestrutura para circulação de mercadorias e serviços e onde estão situadas as melhores universidades.

Como efeito, a região concentra o maior número de empresas em relação às outras e é responsável pela oferta de 67 994 postos de trabalho, o que corresponde a cerca de 40% do total das vagas apuradas pelo levantamento de VOCÊ S/A. O número é três vezes maior do que a oferta de empregos no Nordeste, segunda região com maior perspectiva de contratação em 2010.

O setor de serviços é o que mais vai recrutar gente neste ano. Nele, há oportunidades em todos os níveis, mas os melhores salários estão nas empresas de serviços especializados, como é o caso das consultorias de auditoria e estratégia e gestão. Juntas, KPMG, Deloitte e PricewaterhouseCoopers pretendem abrir 2 400 vagas.

Esses empregos são para os escritórios espalhados por todo o Brasil, mas grande parte do contingente fica sediada em São Paulo e no Rio de Janeiro. Além de serviços, há oportunidades nas empresas dos setores de saúde, varejo, siderurgia e metalurgia e construção civil. 

A elevada oferta de emprego associada às oportunidades em diversos setores acaba atraindo gente de todo o Brasil para as capitais do Sudeste, inclusive profissionais das cidades do interior dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Esse fenômeno, que beneficia o profissional bem preparado, gera um problema para as companhias do interior, que passam a competir com as metrópoles pela mão de obra qualificada.

“Na capital, a oferta de emprego é maior, por isso muitos profissionais migram para lá, o que gera uma carência grande e faz com que as empresas do interior precisem oferecer salários e benefícios polpudos para atrair gente capacitada”, diz Edgard Jabbour, sócio da consultoria Deloitte. Ou seja, há boas oportunidades de salário e carreira para quem opta pela vida mais tranquila e pacata do interior.

São paulo e Rio de janeiro

O estado de São Paulo é responsável por 60% de toda a riqueza gerada no país. Consequentemente, emprega mais gente em todos os setores e atrai maior volume de investimentos. Há também empresas de outras regiões de olho no maior mercado consumidor do país.


É o caso da paranaense GVT, que está expandindo seus serviços de telefonia para o Sudeste e deve contratar 2 100 pessoas neste ano, 700 delas para São Paulo (e uma parcela também para o Rio de Janeiro).

“Precisaremos de profissionais para cargos de gestão, técnicos e para a área comercial”, diz Adeildo Filho, diretor de RH da GVT. A oportunidade de fazer parte desse processo de expansão motivou o engenheiro Mauro Monteiro da Fonseca, de 41 anos, a aceitar o convite para trabalhar na GVT há um ano. “É uma região com muito potencial”, diz. 

No Rio de Janeiro, a indústria de óleo e gás é destaque. Em janeiro, saíram de lá 77% da produção de petróleo e gás natural do país. A Petrobras, maior empregadora dessa indústria, anunciou que até 2 013 vai investir 174 bilhões de dólares e gerar 207 000 empregos.

Outros setores também pegam carona nesse crescimento. É o caso da Delta, da área de construção civil e infraestrutura, com sede na capital carioca, que anunciou a abertura de 10 000 vagas para este ano. 

Espírito Santo e Minas Gerais

A economia capixaba também tem no setor de óleo e gás uma das maiores fontes de emprego e receita. A presença da Petrobras e da Vale (mineração) movimenta a economia local e incentiva o crescimento de empresas menores, que fazem parte da cadeia produtiva. Outro grande empregador local é o setor de serviços, que hoje responde por mais de 40% dos empregos.

Em Minas Gerais o destaque vai para as atividades de mineração, siderurgia e metalurgia, que neste ano devem contratar 15 658 profissionais, sendo 7 988 para o Sudeste. “As principais empresas de mineração do país têm pelo menos um pé em Minas, sem contar as que vêm de outros países, como África do Sul e Japão”, diz Walmir Bolgheroni, sócio da Deloitte.

Lá, as empresas de mineração e metalurgia têm papel importante para a retomada da economia local. A Vale é um exemplo disso. Depois de desligar mais de 1 500 profissionais por causa da crise no ano passado, planeja contratar 5 000 profissionais — cerca de 2 000 deles para o estado de Minas Gerais.

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