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3 vilões da motivação do trabalho e como encará-los

Pesquisa realizada pela 4hunter identificou principais fatores que desmotivam profissionais. Mais da metade dos entrevistados disse estar insatisfeita com emprego atual

Falta de reconhecimento desmotiva principalmente profissionais um pouco mais experientes (Getty Images)

Camila Pati

Publicado em 24 de janeiro de 2013 às 05h00.

São Paulo – Salário abaixo da expectativa, clima pesado na empresa e falta de reconhecimento profissional. Estes três itens são os principais vilões da motivaçã oprofissional, de acordo com pesquisa realizada com mais de 500 profissionais de várias áreas em todo país pela consultoria 4hunter.

O estudo também revela que mais da metade dos entrevistados, 55%, se diz insatisfeita com o emprego atual. Entre os desmotivados a maioria é homem, 62%. A pesquisa também foi separada por grupos de faixa etária, tendo os profissionais entre 29 e 35 anos como maioria, (34,2%), entre os insatisfeitos.

Para Carlos Felicíssimo Ferreira, consultor de carreira e diretor executivo da 4hunter, a pesquisa pode ser separada em três formas, levando-se em conta a idade e o principal fator de desmotivação para o trabalho.

“Os mais jovens tendem a ter insatisfação maior por conta da remuneração, já profissionais um pouco mais experientes ficam insatisfeitos quando não têm reconhecimento profissional e as pessoas acima de 50 anos ficam mais desmotivadas quando o clima pesa na organização”, explica. Seja qual for a sua idade, confira como reverter estes três fatores que minam a motivação para encarar o expediente:

1Salário abaixo da expectativa

Trabalhar o mês inteiro e receber um vencimento “magro” tira o sono, principalmente, dos mais jovens, segundo a pesquisa da 4hunter. Entre os profissionais de 21 a 28 anos, 31,6% respondeu que é a remuneração o maior desmotivador. “A pessoa em início de carreira quer ganhar mercado, não se preocupa tanto assim com o clima na empresa e enxerga que seu reconhecimento profissional é dinheiro no bolso”, explica Ferreira.

Dicas para reverter: antes de sair enviando currículos e procurando telefones de headhunters na sua agenda de contatos, entenda o que o motiva realmente, o momento pelo qual a empresa atravessa e verifique qual é a sua possibilidade de garantir uma remuneração mais alinhada com as suas necessidades. “Esse profissional tem que mostrar essa insatisfação durante processos de avaliação realizados pela empresa”, sugere Ferreira.

Se você bateu metas, está entregando resultados e se destaca pela sua competência, as chances de conseguir um bônus ou um salário maior crescem. “Temos a presunção de que as pessoas nos conhecem, mas nem sempre isso é real. Mostre para o gestor quem você é e o que quer, ”, diz Ferreira.

Se mesmo assim você não conseguir o salário que deseja, aí sim é o momento de buscar novas oportunidades profissionais. “Se o profissional sabe qual é o seu motivador, vai saber fazer uma movimentação de mercado com mais consciência”, diz Ferreira.


2Clima pesado na organização

Acordar cedo, correr para o trabalho e passar as longas horas de expediente sob uma “atmosfera pesada” é o que mais desmotiva profissionais entre 43 e 49 anos. Para 31,6% dos entrevistados nesta faixa etária este é o principal fator de insatisfação.

Entre os mais jovens - 24,1% dos profissionais entre 21 e 28 anos e 24,3% dos entrevistados entre 29 e 35 anos – o “climão” também foi citado como desmotivador principal. Isso porque pelo menos um terço de um dia é gasto com o expediente, e trabalhar em um ambiente carregado afeta a produtividade de qualquer um.

Dicas para reverter: A primeira coisa a se fazer, na opinião de Ferreira, é verificar se o clima pesado na empresa é real ou se é você que está com algum problema. “Às vezes é uma situação pessoal”, lembra o especialista.

Caso seja mesmo o ambiente carregado o problema tente identificar a origem. Converse com seus colegas, eles também sentem isso? Assim que perceber uma abertura, você pode falar com o gestor. “Pode ser um problema no departamento ou na empresa inteira”, diz Ferreira.

Por ser um trabalho estratégico da área de RH das empresas, o ideal é que o setor também esteja engajado. Mas, convocar uma reunião com o chefe e chamar o responsável pelo RH pode ser um tiro no pé. “O profissional deve tomar cuidado para não criar mais conflito, o gestor pode não aprovar”.

3Falta de reconhecimento profissional

O salário pode ser adequado ao que você necessita e o ambiente da empresa o mais agradável possível, mas se as suas tarefas não trazem desafios e são repetitivas, a insatisfação vai dar o ar de sua graça. O percentual é maior entre o grupo dos profissionais entre 43 e 49 anos. Para 26,3% este o principal desmotivador no emprego atual. Mas também foi citado o por 22,8% dos profissionais entre 21 e 28 anos, 18% dos entrevistados entre 29 e 35 anos e 19% das pessoas entre 36 e 42 anos.

Dica para reverter: o primeiro passo é verificar a cultura da empresa e do seu gestor. A ascensão de carreira existe? Você tem colegas que são reconhecidos?

O segundo passo é identificar o que vem a ser reconhecimento profissional para você. É liderar um projeto? É gerir uma equipe? É receber elogios em uma reunião com o chefe ou você quer novas responsabilidades? Quer mudar de cargo?

Tendo bem claro o que você quer fica mais fácil. O ideal é verificar também onde você está pisando. “A grande habilidade é saber em qual terreno você está, como é o gestor, se as portas estão abertas , se a avaliação é constante”, diz Ferreira. Caso você considere que haja espaço, mostre qual é o seu objetivo ao seu chefe e verifique a possibilidade de ter o seu pedido atendido em breve.

Mas se as chances de você atingir o reconhecimento desejado forem mínimas, o ciclo na empresa pode estar próximo de se encerrar. Deixe claro aos recrutadores qual é a sua meta de carreira e busque oportunidades profissionais alinhadas a ela.

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São Paulo – Salário abaixo da expectativa, clima pesado na empresa e falta de reconhecimento profissional. Estes três itens são os principais vilões da motivaçã oprofissional, de acordo com pesquisa realizada com mais de 500 profissionais de várias áreas em todo país pela consultoria 4hunter.

O estudo também revela que mais da metade dos entrevistados, 55%, se diz insatisfeita com o emprego atual. Entre os desmotivados a maioria é homem, 62%. A pesquisa também foi separada por grupos de faixa etária, tendo os profissionais entre 29 e 35 anos como maioria, (34,2%), entre os insatisfeitos.

Para Carlos Felicíssimo Ferreira, consultor de carreira e diretor executivo da 4hunter, a pesquisa pode ser separada em três formas, levando-se em conta a idade e o principal fator de desmotivação para o trabalho.

“Os mais jovens tendem a ter insatisfação maior por conta da remuneração, já profissionais um pouco mais experientes ficam insatisfeitos quando não têm reconhecimento profissional e as pessoas acima de 50 anos ficam mais desmotivadas quando o clima pesa na organização”, explica. Seja qual for a sua idade, confira como reverter estes três fatores que minam a motivação para encarar o expediente:

1Salário abaixo da expectativa

Trabalhar o mês inteiro e receber um vencimento “magro” tira o sono, principalmente, dos mais jovens, segundo a pesquisa da 4hunter. Entre os profissionais de 21 a 28 anos, 31,6% respondeu que é a remuneração o maior desmotivador. “A pessoa em início de carreira quer ganhar mercado, não se preocupa tanto assim com o clima na empresa e enxerga que seu reconhecimento profissional é dinheiro no bolso”, explica Ferreira.

Dicas para reverter: antes de sair enviando currículos e procurando telefones de headhunters na sua agenda de contatos, entenda o que o motiva realmente, o momento pelo qual a empresa atravessa e verifique qual é a sua possibilidade de garantir uma remuneração mais alinhada com as suas necessidades. “Esse profissional tem que mostrar essa insatisfação durante processos de avaliação realizados pela empresa”, sugere Ferreira.

Se você bateu metas, está entregando resultados e se destaca pela sua competência, as chances de conseguir um bônus ou um salário maior crescem. “Temos a presunção de que as pessoas nos conhecem, mas nem sempre isso é real. Mostre para o gestor quem você é e o que quer, ”, diz Ferreira.

Se mesmo assim você não conseguir o salário que deseja, aí sim é o momento de buscar novas oportunidades profissionais. “Se o profissional sabe qual é o seu motivador, vai saber fazer uma movimentação de mercado com mais consciência”, diz Ferreira.


2Clima pesado na organização

Acordar cedo, correr para o trabalho e passar as longas horas de expediente sob uma “atmosfera pesada” é o que mais desmotiva profissionais entre 43 e 49 anos. Para 31,6% dos entrevistados nesta faixa etária este é o principal fator de insatisfação.

Entre os mais jovens - 24,1% dos profissionais entre 21 e 28 anos e 24,3% dos entrevistados entre 29 e 35 anos – o “climão” também foi citado como desmotivador principal. Isso porque pelo menos um terço de um dia é gasto com o expediente, e trabalhar em um ambiente carregado afeta a produtividade de qualquer um.

Dicas para reverter: A primeira coisa a se fazer, na opinião de Ferreira, é verificar se o clima pesado na empresa é real ou se é você que está com algum problema. “Às vezes é uma situação pessoal”, lembra o especialista.

Caso seja mesmo o ambiente carregado o problema tente identificar a origem. Converse com seus colegas, eles também sentem isso? Assim que perceber uma abertura, você pode falar com o gestor. “Pode ser um problema no departamento ou na empresa inteira”, diz Ferreira.

Por ser um trabalho estratégico da área de RH das empresas, o ideal é que o setor também esteja engajado. Mas, convocar uma reunião com o chefe e chamar o responsável pelo RH pode ser um tiro no pé. “O profissional deve tomar cuidado para não criar mais conflito, o gestor pode não aprovar”.

3Falta de reconhecimento profissional

O salário pode ser adequado ao que você necessita e o ambiente da empresa o mais agradável possível, mas se as suas tarefas não trazem desafios e são repetitivas, a insatisfação vai dar o ar de sua graça. O percentual é maior entre o grupo dos profissionais entre 43 e 49 anos. Para 26,3% este o principal desmotivador no emprego atual. Mas também foi citado o por 22,8% dos profissionais entre 21 e 28 anos, 18% dos entrevistados entre 29 e 35 anos e 19% das pessoas entre 36 e 42 anos.

Dica para reverter: o primeiro passo é verificar a cultura da empresa e do seu gestor. A ascensão de carreira existe? Você tem colegas que são reconhecidos?

O segundo passo é identificar o que vem a ser reconhecimento profissional para você. É liderar um projeto? É gerir uma equipe? É receber elogios em uma reunião com o chefe ou você quer novas responsabilidades? Quer mudar de cargo?

Tendo bem claro o que você quer fica mais fácil. O ideal é verificar também onde você está pisando. “A grande habilidade é saber em qual terreno você está, como é o gestor, se as portas estão abertas , se a avaliação é constante”, diz Ferreira. Caso você considere que haja espaço, mostre qual é o seu objetivo ao seu chefe e verifique a possibilidade de ter o seu pedido atendido em breve.

Mas se as chances de você atingir o reconhecimento desejado forem mínimas, o ciclo na empresa pode estar próximo de se encerrar. Deixe claro aos recrutadores qual é a sua meta de carreira e busque oportunidades profissionais alinhadas a ela.

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