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Tetra Pak investe em projetos para reciclar embalagem longa vida

Iniciativas incluem aumentar a coleta de materiais recicláveis, parcerias com projetos de catadores e cooperativas e desenvolver materiais recicláveis
Empresa mantém parcerias com catadores (Internet/Reprodução)
Empresa mantém parcerias com catadores (Internet/Reprodução)
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BússolaPublicado em 10/08/2022 às 10:30.

Por Bússola

Há mais de 25 anos, a Tetra Pak, multinacional de origem sueca, que fabrica embalagens para alimentos, trabalha com projetos que envolvem desde o desenvolvimento de novas tecnologias para os materiais que compõem a caixinha das embalagens longa vida até a concretização de parcerias com empresas recicladoras e projetos com catadores e cooperativas.Além disso, a Tetra Pak no Brasil utiliza apenas energia elétrica 100% renovável desde 2012.

“Nosso compromisso com a sustentabilidade é de longo prazo”, afirmou Valeria Michel, diretora de Sustentabilidade da Tetra Pak Brasil e Cone Sul. “Seguiremos desenvolvendo iniciativas que contribuam para oferecer à indústria uma embalagem totalmente renovável, reciclável e neutra em carbono, olhando não somente para a nossa operação, mas para toda a cadeia de valor na qual estamos inseridos.”

São exemplos de iniciativas alinhadas com a estratégia da Confederação Nacional da Indústria (CNI) rumo a uma economia brasileira de baixo carbono, baseada em quatro pilares, um deles a economia circular.

Dentre as iniciativas recentes realizadas pela empresa, está o Recicla Cidade, projeto que une mobilização social a educação ambiental. Idealizado pela Tetra Pak e realizado pela ONG Espaço Urbano, a iniciativa tem o objetivo de aumentar a coleta de materiais recicláveis nas cidades onde é implementado. Em 2021, o Recicla Cidade passou a ser aplicado nas 12 cidades do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) e atingiu mais de 120 mil pessoas. Mais de 195 toneladas de embalagens longa vida foram direcionadas para as cooperativas locais.

A Tetra Pak também atua diretamente com condomínios e, para isso, firmou parceria com o programa Adote um Condomínio, idealizado pelo Grupo Muda. Em 2021, foram mais de 650 toneladas de materiais recicláveis coletados – sendo 45 delas de embalagem longa vida – em 54 condomínios da cidade de São Paulo, totalizando cerca de quatro mil pessoas com acesso à coleta seletiva.

Catadores

Outro projeto desenvolvido pela empresa, em parceria com o Cataki (um app que aproxima os profissionais da reciclagem dos geradores de resíduos), é o Cataki+LongaVida. Tem como objetivo conectar catadores autônomos às cooperativas de materiais recicláveis da cidade de São Paulo. O programa tem como diferencial a implementação de um sistema de bonificação ao catador, como uma espécie de subsídio, que aumenta o valor do material e, consequentemente, a sua renda.

No aplicativo, o catador participante do programa recebe R$ 0,25 por quilo de embalagem coletada nos pontos consolidadores parceiros do projeto, as cooperativas. Essas, por sua vez, recebem um bônus idêntico pelo serviço. A iniciativa já recolheu mais de dois milhões de caixinhas que foram destinadas adequadamente para reciclagem por catadores autônomos, representando 50 toneladas de embalagem longa vida recicladas.

“Sob uma perspectiva estrutural da cadeia de reciclagem, também temos resultados importantes hoje, como o número de recicladores que trabalham com embalagem longa vida. Atualmente, são mais de 30, além do desenvolvimento do Rota da Reciclagem, que hoje conta com mais de 4,5 mil pontos de coleta de materiais cadastrados em seu sistema”, explicou Valéria. O Rota da Reciclagem é uma plataforma que indica ao consumidor o local mais próximo para a entrega de materiais. Você pode acessar no site.

Matérias-primas renováveis

Hoje, até 82% de todos os materiais usados nas caixinhas Tetra Pak são renováveis. O objetivo da empresa é chegar a um modelo de embalagem que utilize somente matérias-primas renováveis e/ou recicladas e que sejam neutras em carbono.

Para isso, a empresa tem feito testes no mercado europeu para o uso de polímeros reciclados e conduzido estudos para utilizar uma barreira alternativa à base de fibra em substituição à atual barreira de alumínio presente nas embalagens. Por enquanto, os testes estão ocorrendo em diferentes mercados e ainda não tem impacto no Brasil. Mas, o objetivo da Tetra Pak é que, conforme a empresa avance nesses estudos, as soluções possam ser cascateadas para outros mercados.

“Nosso compromisso vai além da reciclagem da embalagem pós-consumo, ele começa no desenho das nossas embalagens e equipamentos.  Por exemplo, conduzimos uma série de testes para aumentar o uso de matérias-primas de origem renovável nas nossas embalagens”, afirmou a diretora.

Outras ações

Além do esforço para garantir uma economia circular no ciclo de produção de embalagens, a Tetra Pak no Brasil utiliza apenas energia elétrica 100% renovável desde 2012. Mundialmente, a empresa assumiu compromisso para utilizar 100% de energia renovável nas operações até 2030 e zerar as emissões de gases do efeito estufa no mesmo período.

Em 2020, as operações da empresa tiveram redução de 70% nas emissões de gases de efeito estufa e 19% se considerada toda a cadeia de valor, o que contribuiu para uma redução de 17 milhões de toneladas de emissões, segundo anunciou a Tetra Pak. São iniciativas que se conectam diretamente com a meta de zerar emissões nas operações próprias até 2030 e, em toda a cadeia de valor da qual a Tetra Pak faz parte, até 2050.

Outra iniciativa que contribui com a meta de redução de emissões é o projeto Conservador das Araucárias, iniciativa pioneira para o desenvolvimento de um modelo de restauração ambiental da Mata Atlântica, que incluiu a restauração florestal com espécies nativas e conservação da biodiversidade, atrelada à captura de carbono para mitigação das mudanças climáticas.

A meta é que, ao longo de dez anos, o Conservador das Araucárias irá restaurar sete mil hectares de florestas com Araucárias. No longo prazo, o projeto terá o potencial de capturar 70 mil toneladas equivalentes de carbono por ano, o que corresponde à retirada de mais de 15 mil veículos de circulação a cada ano.

Este artigo é uma publicação conjunta entre Bússola e Indústria Verde

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