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Com alta nos preços, volta às aulas inaugura nova disputa entre varejistas

Com intensidade similar à Black Friday, volta às aulas provoca necessidade de varejistas criarem novas estratégias para conquistar preferência dos pais

Confira as estratégias em alta no varejo de materiais escolares (Isabel Pavia/Getty Images)

Confira as estratégias em alta no varejo de materiais escolares (Isabel Pavia/Getty Images)

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Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 13h00.

Já nos primeiros levantamentos do Ano, 2026 dá sinais de que será difícil para os pais: no Rio, o Procon identificou aumento médio de 17,8% no preço de materiais escolares; em SP, o órgão identificou diferenças de até 276% entre as lojas.

Esse aumento resulta numa mudança de comportamento que, por sua vez, colocou o varejo numa corrida pelas melhores condições de venda. 

A alta tornou o consumidor muito mais sensível a preço e conveniência. As plataformas digitais responderam com curadoria, subsídios e eficiência logística, enquanto o varejo físico precisou repensar sua proposta de valor para não perder relevância”, diz Hygor Roque, Head of Revenue da Divibank.

Os métodos em teste no varejo digital

As famílias têm adotado estratégias para diluir o impacto no orçamento, como dividir as compras entre diferentes lojas e aproveitar promoções pontuais. O desafio dos varejistas é combinar os melhores fatores para o consumidor. 

Para os donos de e-commerce, marketplace e outras plataformas digitais, está em alta prática de ampliar os descontos no período, oferecer melhor parcelamento e soluções que simplificam a jornada de compra. 

As empresas que estão na corrida e as estratégias empregadas:

A Amazon lançou o site minhalistadaescola.com.br, que permite que colégios cadastrem listas de livros por série, facilitando a organização dos pais. 

A empresa também investe em curadorias específicas para diferentes perfis de consumidores e em descontos agressivos, que chegam a 60% em cerca de 20 mil itens.

A Shopee seguiu caminho semelhante ao criar uma área exclusiva para a volta às aulas, com ofertas válidas até o fim do mês e descontos de até 40% em itens como papelaria, mochilas e livros. 

Já a Estante Virtual, especializada em livros novos e usados e integrante do ecossistema do Magalu, ampliou sua política de frete grátis, reduzindo custos para livreiros e subsidiando parte das entregas.

Mas e as estratégias no varejo físico?

Nas lojas físicas, a estratégia passa pelo aumento do mix de produtos e pelo apelo emocional. Redes investem em:

  • Produtos licenciados de séries, filmes e personagens populares entre crianças e adolescentes, 
  • Promoções que incluem parcelamento sem juros, 
  • Brindes como ingressos para passeios em família em compras acima de determinado valor. 

Mais do que vender material escolar, o varejo concorre por atenção, conveniência e percepção de valor.

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