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As 5 habilidades que vão definir a empregabilidade dos jovens em 2026

Especialista do Instituto Reciclar analisa movimentos do mercado de trabalho e aponta caminhos para quem está construindo a primeira trajetória profissional

O que os jovens precisarão no futuro do mercado de trabalho? (Luis Alvarez/Getty Images)

O que os jovens precisarão no futuro do mercado de trabalho? (Luis Alvarez/Getty Images)

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Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 13h00.

Com a transformação acelerada do mercado de trabalho, jovens que ingressarão na vida profissional nos próximos anos precisarão ir além da formação tradicional. 

Soft skills, experiências práticas, formação técnica e competências na área da tecnologia despontam como fatores decisivos para a empregabilidade em 2026, segundo análise do Instituto Reciclar, organização sem fins lucrativos que atua na inclusão produtiva de jovens em situação de vulnerabilidade social.

“O crescimento do uso da IA e a automação de processos pelas novas tecnologias também representa uma necessidade inerente aos profissionais ou jovens em início de carreira: formação em tecnologia, constante atualização e olhar para novos mercados”, explica Carlos Henrique Lima, diretor do Instituto.

Segundo o especialista e professor convidado da Fundação Dom Cabral,  entre as principais tendências do mercado de trabalho em 2026, estão:

1. Soft skills cada vez mais necessárias: 

Em um mercado competitivo, além das competências técnicas, as soft skills podem ser um grande diferencial para os profissionais. 

Principalmente para jovens em início de carreira ou para aqueles que estão em busca do primeiro emprego, as habilidades socioemocionais são um fator decisivo, desde o momento da entrevista até o dia a dia do trabalho.

“Desenvolver a comunicação, proatividade, flexibilidade, senso de equipe e capacidade de resolução de problemas é um imperativo para 2026 e para alcançar posições de destaque no universo corporativo”, destaca Carlos.

2. Formação técnica e requalificação como propulsores de carreiras: 

De acordo com o relatório The Future of Jobs 2025 do Fórum Econômico Mundial, as demandas por formação e requalificação da força de trabalho continuarão a ser crescentes neste e nos próximos anos. 

O estudo indica que, para os empregadores, até 2030, 59% das pessoas precisarão de treinamento, 29% provavelmente serão requalificadas em suas funções atuais e 19% poderão ser realocadas em outras áreas das organizações. 

Por isso, vale a pena investir em formação técnica, cursos de qualificação e novos caminhos que podem ajudar na atualização profissional neste ano.

3. Setor de tecnologia em expansão: 

O Fórum Econômico Mundial aponta também que, com a ampliação do acesso digital, as funções relacionadas à tecnologia são as que apresentam crescimento percentual mais acelerado e devem impactar os negócios em mais de 60% até o final de 2030. 

Nesse sentido, o diretor executivo do Instituto Reciclar aponta a área como uma aposta interessante para jovens que estão decidindo qual carreira seguir.

4. Área do cuidado e wellness em alta: 

Segundo o 2025 Global Wellness Economy Monitor, a economia do bem-estar dobrou de tamanho desde 2013 e a projeção é que cresça 7,6% ao ano, atingindo um valor estimado de U$ 9,8 trilhões em 2029. 

Profissionais capacitados e preparados para os desafios desse mercado têm sido totalmente valorizados pelas empresas e marcas empregadoras”, completa o diretor executivo.

5. Inglês como diferencial competitivo: 

Pesquisas recentes da Cambridge University mostram que ter o inglês como segunda língua pode trazer diversos benefícios para a carreira: melhores salários iniciais, progressão mais rápida na carreira e aumentos salariais mais elevados. 

O bom domínio do idioma pode alavancar o desenvolvimento pessoal e profissional, abrindo portas para oportunidades globais e atuação dentro e fora do país.

Para Carlos Henrique Lima, diante desse cenário de mudanças aceleradas, iniciativas do terceiro setor têm um papel estratégico na preparação de jovens para o futuro do trabalho

“Mais do que formar para uma vaga específica, é preciso desenvolver competências que ampliem horizontes e gerem autonomia ao longo da vida profissional, conclui.

 

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