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Wellington deixou vídeo em que fala sobre os motivos do massacre no Rio

Gravações foram exibidas pelo 'Jornal Nacional' e teriam sido feitas dois dias antes dos ataques. Assassino fala de bullying como uma de suas razões

Wellington Menezes de Oliveira, o atirador (Agencia Brasil)

Wellington Menezes de Oliveira, o atirador (Agencia Brasil)

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Da Redação

Publicado em 12 de abril de 2011 às 21h33.

São Paulo - Wellington Menezes de Oliveira gravou dois vídeos na semana do massacre na escola Tasso da Silveira, em Realengo, onde matou 12 crianças. O Jornal Nacional, da Rede Globo, que teve acesso a essas mensagens deixadas pelo assassino, exibiu trechos da fala do rapaz na edição desta terça-feira. Ele está sem barba, fala pausadamente e de forma confusa. O vídeo parece ter sido gravado pelo próprio Wellington, na terça-feira da semana passada.

Ele diz que raspou a barba para não chamar a atenção. Isso já fazia parte do planejamento do atentado. "Os irmãos observaram que eu raspei a barba. Foi necessário, porque eu já estava planejando ir ao local para estudar, ver uma forma de infiltração. Eu já tinha ido antes, há muitos meses. Eu fui. Eu ainda não usava barba. Eu fui para dar uma analisada", disse no vídeo.

Nessas mensagens deixadas por Wellington, fica a impressão de que cada passo dado na quinta-feira, quando a tragédia se abateu sobre a escola, foi pensado. “Hoje, é segunda, terça-feira, aliás. Eu fui ontem, segunda. Hoje é terça-feira, dia 5. E essa foi uma tática para não despertar atenção. Apesar de eu ser sozinho, não ter uma família praticamente... eu vivo sozinho, não tenho pessoas a dar satisfação. Mas, como eu precisava ir ao local e interagir com pessoas, para não chamar atenção, eu decidi raspar a barba”, afirma.

O assassino comenta ter sofrido bullying na infância, mas ressalta que o crime que cometeria dois dias depois da gravação não tinha relação com isso. “A luta pela qual muitos irmãos no passado morreram e eu morrerei não é exclusivamente pelo que é conhecido como bullying. A nossa luta é contra pessoas cruéis, covardes, que se aproveitam da bondade e da inocência de pessoas que são incapazes de se defender", disse.

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