(Pablo Jacob / Governo de São Paulo/Flickr)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 26 de outubro de 2026 às 11h55.
O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, reconheceram o resultado da eleição presidencial vencida por Lula. As manifestações ocorreram após Flávio Bolsonaro afirmar que não reconhece a derrota e que pretende pedir a anulação do pleito. Ramuth criticou os questionamentos sobre a prorrogação da votação, enquanto Nunes desejou sucesso ao novo governo.
O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (MDB), e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), reconheceram nesta segunda-feira, 26, a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026.
As manifestações ocorreram após o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa presidencial, afirmar que não reconhece o resultado e que pretende pedir a anulação da eleição.Ramuth, que é vice do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), divulgou uma nota nas redes sociais em que afirmou confiar plenamente no processo eleitoral brasileiro. O vice-governador também criticou os questionamentos do PL sobre a decisão que prorrogou o horário de votação em determinadas seções eleitorais.
"Trabalhamos para oferecer ao Brasil uma mudança que consideramos necessária, mas a maioria dos eleitores escolheu outro caminho, e respeito o resultado das urnas", afirmou Ramuth.
O vice-governador também questionou o fato de o partido de Flávio Bolsonaro ter solicitado a ampliação do horário de votação em locais específicos e, posteriormente, contestado a medida após a confirmação da derrota.
"Causou estranheza o próprio PL ter solicitado a prorrogação da votação, ainda que em locais específicos", declarou.
Ramuth afirmou ainda que o total de votos registrados após as 17 horas foi insignificante diante da diferença de votos entre Lula e Flávio Bolsonaro."Se havia alguma dúvida quanto a essa prorrogação, o mais coerente seria tê-la questionado antes da apuração dos votos, e não somente após a confirmação do resultado", completou.
Tanto Ramuth quanto Tarcísio apoiaram Flávio Bolsonaro. O governador reeleito ainda não se pronunciou.
O prefeito de São Paulo também se manifestou sobre o resultado das eleições. Em nota divulgada pela assessoria da Prefeitura, Nunes afirmou que espera que o novo governo consiga recuperar a economia e melhorar as condições de vida da população.
"Terminado o processo eleitoral, o desejo é que o novo governo acerte e recupere a economia para dar à população condições de melhorar sua qualidade de vida, bem como conduza a Nação visando à harmonia", afirmou o prefeito.
A manifestação de Nunes ocorreu na manhã desta segunda-feira, mais de 12 horas depois da confirmação da vitória de Lula pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).Durante a campanha presidencial, Nunes e Tarcísio apoiaram a candidatura de Flávio Bolsonaro. Os dois acompanharam a apuração dos votos em Brasília, ao lado do senador.
Até a manhã desta segunda-feira, Tarcísio ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o resultado da eleição. No domingo, antes do encerramento da apuração, o governador criticou a decisão judicial que prorrogou a votação.
As manifestações de Ramuth e Nunes ocorreram após Flávio Bolsonaro anunciar, na noite de domingo, 25, que não reconheceria a vitória de Lula.
O senador questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prorrogação do horário de votação em seções eleitorais afetadas por dificuldades de acesso dos eleitores.
"É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto em que essas coisas aconteceram. Vamos usar nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições", declarou Flávio após a derrota.
A prorrogação foi determinada após pedidos apresentados pelas duas campanhas presidenciais, incluindo a de Flávio Bolsonaro.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a medida não comprometeu o resultado da eleição e que a Justiça Eleitoral mantém confiança na segurança do processo.
Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos.O questionamento anunciado pelo candidato derrotado não altera, por si só, o resultado reconhecido pela Justiça Eleitoral.
"Confio plenamente no processo eleitoral brasileiro.
Trabalhamos para oferecer ao Brasil uma mudança que consideramos necessária, mas a maioria dos eleitores escolheu outro caminho, e respeito o resultado das urnas.
Causou estranheza o próprio PL ter solicitado a prorrogação da votação, ainda que em locais específicos.
Além disso, o total de votos registrados após as 17 horas em todo o país foi insignificante diante da diferença entre os candidatos.
Se havia alguma dúvida quanto a essa prorrogação, o mais coerente seria tê-la questionado antes da apuração dos votos, e não somente após a confirmação do resultado."
Felício Ramuth, vice-governador do Estado de São Paulo.