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Vai ter greve no Metrô de SP? Sindicato se mobiliza contra PDI e terceirizações

Sindicato dos Metroviários aponta falta de reposição de demissões e cobra concursos públicos para justificar estado de greve; decisão sobre paralisação pode ser tomada nesta semana

Metrô: categoria discute paralisação para pressionar Metrô por melhores condições de trabalho  (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Metrô: categoria discute paralisação para pressionar Metrô por melhores condições de trabalho (Fernando Frazão/Agência Brasil)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 15h31.

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo discute nesta semana a ampliação da campanha de reivindicações, com possibilidade de paralisação dos serviços no Metrô.

A assembleia está marcada para esta quarta-feira, dia 11, e deve definir os próximos passos da mobilização.

Entre os principais pontos de insatisfação estão o plano de carreira proposto pela companhia, o avanço da terceirização nos setores de manutenção e a ausência de novos concursos públicos para contratação.

A categoria permanece em estado de greve, com trabalhadores usando camisetas do sindicato nas estações como forma de protesto.

Segundo o sindicato, parte dos trabalhadores demonstra interesse em aderir a um novo Plano de Demissão Incentivada (PDI), mas aguarda condições mais favoráveis.

Desde 2016, o Metrô já lançou três Programas de Demissão Voluntária (PDVs) e cinco PDIs. Os funcionários alegam que a empresa estuda abrir mais uma rodada do programa mesmo sem concluir as demissões acordadas no último ciclo.

Outro ponto de tensão envolve a redução do quadro funcional. A entidade afirma que, ao longo dos últimos dez anos, houve demissões sem a devida reposição de pessoal. O número exato de cargos vagos, no entanto, não foi informado pelo sindicato.

A assessoria de imprensa da entidade sindical declarou que qualquer paralisação será comunicada com antecedência, embora a possibilidade de greve permaneça em aberto.

O sindicato afirma ainda que a mobilização também é contra o processo em curso da privatização das linhas 1, 2 e 3 do Metrô.

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