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Uber passa a pedir CPF de quem paga corrida em dinheiro

A mudança deve valer a partir já desta segunda-feira, 13, segundo comunicado que a empresa enviou a seus motoristas

Uber: "Ao longo dos últimos meses, temos ouvido as preocupações de motoristas parceiros a respeito da violência urbana" (Toby Melville/Reuters)

Uber: "Ao longo dos últimos meses, temos ouvido as preocupações de motoristas parceiros a respeito da violência urbana" (Toby Melville/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 13 de fevereiro de 2017 às 22h23.

Última atualização em 13 de fevereiro de 2017 às 22h30.

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São Paulo - A Uber vai começar a pedir o número do CPF de passageiros que pagam suas viagens com dinheiro, forma de pagamento bastante criticada por motoristas pelo risco de assalto.

A mudança deve valer a partir já desta segunda-feira, 13, segundo comunicado que a empresa enviou a seus motoristas.

"Ao longo dos últimos meses, temos ouvido as preocupações de motoristas parceiros a respeito da violência urbana, que impacta toda a comunidade e continua sendo um dos maiores desafios no Brasil. É por isso que trabalhamos em diversas adaptações de produtos pensando especialmente no Brasil", diz o texto da mensagem.

"Lançamos hoje uma ferramenta de verificação de identidade que pede para que novos usuários insiram o seu CPF antes de fazerem viagens pagas em dinheiro."

O texto diz ainda que a empresa vai "seguir com os testes em caráter experimental de uma ferramenta que permitiria aos motoristas parceiros ampliarem sua escolha sobre meios de pagamento"

A mudança está sendo implementada e ainda não está disponível em todos os aplicativos. Por ora, a exigência do documento é apenas na cidade de São Paulo, mas deverá ser expandida para o restante do País.

Os passageiros que já tem cadastro não terão de preencher uma nova ficha. Mas, ao solicitarem uma viagem em dinheiro, uma caixa de mensagens deverá surgir na tela do App e pedir o dado.

A empresa vem argumentando que, depois de passar a receber pagamentos em dinheiro, se expandiu para regiões da cidade em que ela tinha uma entrada menor, como partes das zonas norte, sul e leste - que são também as regiões mais violentas da cidade. Isso fez surgir entre motoristas reclamações soube roubo.

Em novembro, o Estado publicou matéria informando aumento do número de roubos envolvendo carros que usam o App depois que o dinheiro passou a ser aceito.

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