Brasil

Tribunal da Lava Jato nega recurso de Lula contra prova da Suíça

Moro havia autorizado o espelhamento de material ligado ao Sistema Drousys, da Odebrecht, encaminhado pela autoridade suíça

Lula: a defesa alegava que a prova teria sido juntada depois do encerramento da instrução penal (Ueslei Marcelino/Reuters)

Lula: a defesa alegava que a prova teria sido juntada depois do encerramento da instrução penal (Ueslei Marcelino/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 7 de março de 2018 às 20h59.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou nesta quarta-feira, 7, por unanimidade, um pedido da defesa do ex-presidente Lula para suspender uma decisão do juiz federal Sérgio Moro. A 8ª Turma confirmou decisão liminar proferida pelo desembargador federal João Pedro Gebran Neto em dezembro do ano passado.

Em 1ª instância, Sérgio Moro havia autorizado o espelhamento de material ligado ao Sistema Drousys, da Odebrecht, encaminhado pela autoridade suíça em ação penal que atribui supostas propinas da empreiteira ao petista.

O Drousys é o sistema de informática para comunicação do setor de propinas da Odebrecht.

A defesa de Lula alegava que a prova teria sido juntada depois do encerramento da instrução penal, que não poderia ter sido admitida documentação nova para exame pericial. Os advogados afirmavam também que não tiveram acesso à integralidade do sistema.

Na decisão, Gebran Neto apontou que a 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba não estaria analisando provas paralelas, mas o próprio objeto de outro recurso movido pela defesa, o incidente de falsidade, dentro do mesmo processo, no qual é questionada a veracidade dos dados disponibilizados pela Odebrecht.

Para o desembargador, foi adequada a realização de perícia em material complementar, recebido em acordo de cooperação internacional. Gebran frisou que a decisão não se trata de reabertura da instrução criminal, mas ato relacionado exclusivamente ao incidente de falsidade.

Gebran Neto completou o voto ressaltando que a decisão de Moro tem por objetivo a busca da verdade, o que seria de interesse de todas as partes, e que a apuração do material para verificar a existência ou não de falsidade seria de interesse da própria defesa.

Acompanhe tudo sobre:SuíçaOperação Lava JatoLuiz Inácio Lula da SilvaSergio MoroNovonor (ex-Odebrecht)

Mais de Brasil

Quem é dono da Trivia, concessionária de trens que pegou fogo em SP no 3º dia de operação

SP suspende rodízio na Zona Leste após incêndio em trem da Trivia

Falhas da Trivia e da CPTM afetam trens em SP nesta quinta

PT lança campanha contra tarifaço e associa família Bolsonaro às sanções