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Tensão entre governo e PMDB deve reduzir, diz Carvalho

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse que mudanças ministeriais devem reduzir as tensões entre o governo e o PMDB

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho: "a tensão tende a baixar, eu espero que isso ocorra" (Elza Fiuza/ABr)

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho: "a tensão tende a baixar, eu espero que isso ocorra" (Elza Fiuza/ABr)

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Da Redação

Publicado em 14 de março de 2014 às 11h00.

Brasília - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse hoje (14) que as mudanças ministeriais anunciadas ontem (13) pela presidente Dilma Rousseff devem reduzir as tensões entre o governo e o PMDB, maior partido da base aliada.

Dilma definiu substituições para seis pastas: Desenvolvimento Agrário; Cidades; Pesca e Aquicultura; Ciência, Tecnologia e Inovação; Agricultura, Pecuária e Abastecimento; e Turismo.

"Quando você toma uma definição, há pessoas felizes, outras menos felizes. Mas a tensão tende a baixar, eu espero que isso ocorra. Qualquer processo, quando se conclui, ajuda a dar um encaminhamento, a tensão é própria da definição", avaliou, antes de participar da cerimônia de lançamento de edital para um programa de agroecologia no Palácio do Planalto.

O ministro disse que as disputas internas são parte do "teatro político, mas não podem atrapalhar o andamento de obras e projetos para o país". Segundo ele, "o que conta mesmo é a direção que está indo o governo, quais são as obras e ações que estamos realizando, qual o projeto que estamos construindo, e o projeto continua. É um projeto que está mudando o país. Isso continua acontecendo. O resto tem um pouco de jogo de cena, um pouco do teatro politico, digamos assim, que é natural".

Carvalho disse que o PMDB é mais que um aliado do governo e que o PT "nunca pensou em governar o país com um partido único". Segundo o ministro, os peemdebistas sempre foram "camaradas" e contribuíram para a construção do projeto político do governo para o país, com o vice-presidente Michel Temer e com os vários ministros da legenda que já passaram pelo governo.

"É natural que haja tensões, momentos mais fortes, mais difíceis. A gente tem de ter maturidade e serenidade, como a presidente teve, para suportar as interpretações, as ondas e contra ondas e no final a gente acaba sempre se acertando", ponderou.

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