Brasil

Secretário de Políticas Públicas do MTE pede demissão

O pedido de demissão ocorre após virem à tona denúncias de irregularidades no ministério, deflagradas pela Polícia Federal (PF) na última segunda-feira (9)


	Fachada do Ministério do Trabalho: de acordo com assessoria de imprensa do ministério, secretário “pediu demissão do cargo no início da noite desta sexta-feira"
 (Wilson Dias/Abr)

Fachada do Ministério do Trabalho: de acordo com assessoria de imprensa do ministério, secretário “pediu demissão do cargo no início da noite desta sexta-feira" (Wilson Dias/Abr)

DR

Da Redação

Publicado em 13 de setembro de 2013 às 21h57.

Priorizar nos meus resultados Google

Brasília - O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou há pouco uma nota em que anuncia a demissão de Antonio Sergio Alves Vidigal, secretário de Políticas Públicas de Emprego da pasta. De acordo com a assessoria de imprensa do ministério, o secretário “pediu demissão do cargo no início da noite desta sexta-feira [13]”.

O pedido de demissão ocorre após virem à tona denúncias de irregularidades no ministério, deflagradas pela Polícia Federal (PF) na última segunda-feira (9) pela Operação Esopo.

A operação revelou esquema de fraudes em licitações do ministério e causou prejuízos de R$ 400 milhões aos cofres públicos, segundo balanço da PF. Segundo as investigações, havia indícios de fraudes em licitações de prestações de serviços, de construção de cisternas, de produção de eventos turísticos e de festivais artísticos.

Quarta-feira (11), foi publicada no Diário Oficial da União a exoneração a pedido do então secretário executivo do ministério, Paulo Roberto Pinto.

Após as investigações virem a público, três servidores do Ministério do Trabalho foram presos: Anderson Brito Pereira, assessor do gabinete do ministro Manoel Dias; Geraldo Riesenbeck, coordenador de Contratos e Convênios da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego; e o subsecretário de Planejamento do ministério, Antônio Fernando Decnop. Citado nas investigações, o então secretário executivo do ministério, Paulo Roberto Pinto, prestou depoimento e foi liberado em seguida.

Riesenbeck e Pereira foram exonerados de seus cargos no Ministério do Trabalho na terça-feira (10). Decnopo, que estava cedido à Fundação Nacional do Índio (Funai), também foi exonerado na terça-feira do cargo de coordenador-geral de Recursos Logísticos da Diretoria de Administração e Gestão, da fundação, que é vinculada ao Ministério da Justiça. Já o ex-secretário executivo pediu exoneração na quarta-feira (11).

Ontem, o MTE publicou portaria criando comissão para analisar as investigações da PF.

Acompanhe tudo sobre:gestao-de-negociosDemissõesDesempregoPolícia FederalMinistério do TrabalhoIrregularidades

Mais de Brasil

Lula e Flávio Bolsonaro vão ao debate da Globo? Veja os candidatos confirmados

Na reedição de 2022, Jerônimo aposta em Lula e interior; ACM Neto mira desgaste do PT na Bahia

Real Time: Flávio Bolsonaro lidera com 44% no 3º maior colégio eleitoral do Brasil

Eleição no Pará testa força do grupo Barbalho sem Helder na disputa