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Saúde vai exigir produtividade de médicos do serviço público

Ricardo Barros disse que o governo vai implantar um sistema de biometria para controlar o trabalho de profissionais da rede pública

Barros: "Vamos parar de fingir que a gente paga médicos e o médico finge que trabalha", afirmou. (Lúcio Bernardo JR/ Câmara dos Deputados/Agência Câmara)

Barros: "Vamos parar de fingir que a gente paga médicos e o médico finge que trabalha", afirmou. (Lúcio Bernardo JR/ Câmara dos Deputados/Agência Câmara)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 13 de julho de 2017 às 14h27.

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Brasília - O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que o governo vai implantar um sistema de biometria para reunir dados de pacientes e controlar o trabalho de profissionais da rede pública. "Vamos parar de fingir que a gente paga médicos e o médico finge que trabalha. Isso não está ajudando a saúde do Brasil."

A ideia é criar um controle de produtividade, em que profissionais cumpram a jornada de trabalho, na qual determinadas atividades terão de ser cumpridas. Como exemplo, ele citou consultas. A Organização Mundial da Saúde indica que uma boa consulta deve demorar, no mínimo 15 minutos. "Um médico que tem quatro horas de concurso, ele pode dedicar cinco minutos para cada paciente e ir embora. Temos de ter uma média de desempenho". A mesma lógica será aplicada para outras especialidades. Quem não cumprir o prazo determinado estará sujeito a um processo administrativo.

A ideia do governo é informatizar todas as unidades básicas de saúde até o fim de 2018. Para isso, a pasta deverá repassar um recurso mensal suficiente para financiar 50% dos custos empresa fornecedora dos serviços.

De acordo com Barros, em locais onde a estrutura já foi montada, cerca de metade dos médicos pede demissão. "Eles têm vários trabalhos, não conseguem cumprir a jornada e acabam abandonando o serviço quando há maior controle da jornada", disse. O ministro afirmou que a média de comparecimento de médicos identificada até o momento é de 30%. "Isso vai mudar com a biometria", completou.

A contrapartida dos municípios, disse, será indispensável, com o aumento dos salários pagos para os profissionais. A dificuldade em fazer com que o profissional cumpra a jornada de trabalho devida, afirma, vem acompanhada da sobrecarga de demanda em hospitais. "Lá o paciente sabe que vai encontrar médico." Barros informou que os municípios ficarão obrigados a repassar a informação sobre a produtividade dos profissionais para o ministério.

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