Eleições 2026: Kassab será oficializado como vice de Caiado (Um Brasil/Divulgação)
Colaboradora
Publicado em 26 de julho de 2026 às 08h00.
O PSD realiza neste domingo, 26, em São Paulo, a convenção nacional que oficializará a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República. Será a primeira vez desde sua fundação, em 2011, que a legenda lançará um candidato próprio ao Palácio do Planalto, após optar por não apoiar nomes de outras siglas nas eleições presidenciais anteriores.
O evento também confirmará o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente na chapa de Caiado. A dobradinha representa a aposta do PSD de consolidar uma alternativa de centro-direita na disputa presidencial.
A convenção ocorre em um momento em que Caiado tenta ganhar tração nas pesquisas de intenção de voto. Apesar de ter ampliado sua presença na agenda nacional desde que foi escolhido como candidato do PSD, o ex-governador de Goiás ainda aparece atrás de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nos principais levantamentos eleitorais.
Caiado está tecnicamente empatado na terceira posição com Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).
Nas últimas semanas, Caiado intensificou os ataques ao principal adversário no campo da direita. O candidato do PSD passou a questionar a capacidade de Flávio Bolsonaro de liderar uma coalizão nacional e tem buscado apresentar sua experiência à frente do governo de Goiás como um diferencial para atrair eleitores conservadores.
A estratégia reflete a tentativa de disputar espaço em um eleitorado que tradicionalmente se identifica com o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas que agora está dividido entre diferentes candidaturas.
Um dos temas que marcou os bastidores da convenção foi a possível presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Inicialmente convidado para o evento, o governador não deve comparecer para não causar atrito com Flávio Bolsonaro, com quem divide palanque em São Paulo.
Após a repercussão, Kassab afirmou que o apoio do PSD à reeleição de Tarcísio ao governo paulista permanece "incondicional" e minimizou uma eventual ausência do governador na convenção.