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Professores mantêm greve no Paraná

Os docentes da rede pública paranaense rejeitaram a proposta do governo estadual de reposição salarial (5% em duas vezes)


	Professores protestam contra violência policial em Curitiba: a paralisação ganhou força após o confronto entre policiais militares e docentes
 (Wilson Dias/Agência Brasil)

Professores protestam contra violência policial em Curitiba: a paralisação ganhou força após o confronto entre policiais militares e docentes (Wilson Dias/Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 6 de maio de 2015 às 09h23.

Curitiba - Os professores da rede pública paranaense rejeitaram a proposta do governo estadual de reposição salarial (5% em duas vezes) e decidiram manter a greve da categoria, em uma assembleia com 8 mil educadores no Estádio da Vila Capanema, em Curitiba.

A paralisação ganhou força após o confronto entre policiais militares e docentes, que deixou 234 feridos há uma semana. Uma nova reunião com o governo só deve ocorrer no dia 12.

O conflito ainda pode levar à troca nos próximos dias do secretário paranaense da Educação, Fernando Xavier Ferreira, e do comandante da PM, coronel César Kogut. A informação foi adiantada ontem pelo jornal Gazeta do Povo.

Os professores reivindicam a anulação da sessão da Assembleia Legislativa que aprovou o projeto de lei que altera a ParanaPrevidência. Além disso, querem reajuste salarial com base no IPCA, que seria equivalente a 8,4%.

Segundo o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão, o governo não apresentou nenhuma proposta. "É um desrespeito com os servidores que não encontram outra resposta que não seja continuar a luta", disse.

O presidente afirmou ainda que o sindicato tem outras pautas e discutirá a mudança na previdência até em Brasília. Pelo projeto aprovado, o pagamento de 33 mil benefícios passa a ser dividido entre Estado e trabalhadores.

Antes da assembleia, cerca de 25 mil servidores de diversas categorias, segundo a Guarda Municipal, se concentraram na região central e foram ao Palácio Iguaçu protestar. Houve um ato em repúdio à violência da PM na semana passada.

Governo

O Estado informou, por meio de nota, que vai descontar os dias de greve e lamentou a decisão da assembleia dos professores pela continuidade do movimento.

Segundo o governo, há "desrespeito a uma decisão do Tribunal de Justiça, que decretou que o movimento é ilegal".

O governo garante que todos os itens acertados em março com a categoria estão sendo cumpridos, como quitações de pagamentos e obediência às normas para cálculo de alunos em sala.

"Será feito o desconto no salário das faltas desde o início da nova paralisação, dia 27. Diretores e chefes de núcleo foram orientados a fazer as anotações e encaminhar os dados à Secretaria de Educação."

Mudanças

De acordo com o jornal Gazeta do Povo, cogita-se internamente no governo a troca na Educação de Fernando Xavier Ferreira por João Carlos Gomes, atual titular da Secretaria de Ciência e Tecnologia e ex-reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa.

O governador Beto Richa (PSDB) teria várias opções para a PM, mas nada foi definido na terça-feira, 5.

O governo do Estado e a PM haviam culpado a infiltração de black blocs pelo confronto no Centro Cívico.

No início da semana passada, cerca de 8 mil professores acamparam nas proximidades da Assembleia, contra o projeto que mudava a previdência estadual, que acabou aprovado e sancionado.

Durante a votação, na quarta-feira passada, teve início o confronto com a tropa que fazia o cerco ao Legislativo paranaense.

No dia seguinte, Richa veio a público para defender a ação da PM e falou ainda em infiltração política contra o seu governo.

Segundo ele, não havia motivo para a paralisação dos docentes. O confronto, porém, causou desgate no governo e, nos bastidores, as trocas na PM e no secretariado começaram a motivar discussões.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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