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PPS diz que Eduardo Cunha está querendo fazer "chicana"

O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), acusou o presidente da Câmara de fazer "chicana", ao estender a sessão de hoje até 18 horas


	Eduardo Cunha: a palavra "chicana" significa uma dificuldade criada, no curso de um processo judicial, pela apresentação de um argumento com base num detalhe ou num ponto irrelevante
 (José Cruz/Agência Brasil)

Eduardo Cunha: a palavra "chicana" significa uma dificuldade criada, no curso de um processo judicial, pela apresentação de um argumento com base num detalhe ou num ponto irrelevante (José Cruz/Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 19 de novembro de 2015 às 12h25.

Brasília - Opositores ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reagiram ao que chamam de "manobra" do peemedebista para suspender e adiar sessão do Conselho de Ética que analisava parecer preliminar pela admissibilidade do processo contra o peemedebista, na manhã desta quinta-feira, 19.

O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), acusou o presidente da Câmara de fazer "chicana", ao estender a sessão de hoje até 18 horas.

A extensão é algo incomum para quintas-feiras, quando as sessões plenárias são encerradas no início da tarde, para que parlamentares retornem para seus Estados.

"Essa Casa vai julgar a imoralidade. Não tem chicana que resolva. Pode adiar, mas o momento chega", disse Freire em plenário.

A palavra "chicana" significa uma dificuldade criada, no curso de um processo judicial, pela apresentação de um argumento com base num detalhe ou num ponto irrelevante.

O deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), por sua vez, lembrou que o Regimento Interno da Câmara não impede que o Conselho de Ética se reúna durante a Ordem do Dia.

De acordo com ele, o colegiado só não pode deliberar durante as votações em plenário. Ao lado do PSOL, a Rede é autora da representação por quebra de decoro contra Cunha.

Cunha é suspeito de mentir na CPI da Petrobras ao negar ter contas fora do País. Ele é investigado por manter recursos na Suíça.

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