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Popularidade não é o mais importante, diz Padilha

O ministro-chefe da Casa Civil do governo Temer minimizou pesquisa que mostra que apenas 13% dos brasileiros consideram o governo ótimo ou bom


	Eliseu Padilha (PMDB): “temos 47 dias de governo e já conseguimos 13%"
 (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Eliseu Padilha (PMDB): “temos 47 dias de governo e já conseguimos 13%" (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 1 de julho de 2016 às 19h33.

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, minimizou hoje (1°) o resultado da pesquisa CNI/Ibope sobre a avaliação do governo do presidente interino, Michel Temer, que mostra que apenas 13% dos brasileiros consideram o governo ótimo ou bom.

Para Padilha, neste momento, a popularidade “não é o mais importante”.

“Temos 47 dias de governo e já conseguimos 13%. Nessa velocidade, nos 90 [dias] devemos estar passando de 30%”, disse o ministro.

“Se estamos no rumo certo, a popularidade menor ou maior, neste momento, não é o mais importante. O mais importante é que a gente saiba o rumo que a gente quer ir. Temos a equipe econômica dos sonhos de qualquer governo e vamos conduzir a nossa politica econômica no rumo que estamos”, acrescentou Padilha. De acordo com o levantamento CNI/Ibope, o governo interino é considerado ruim ou péssimo por 39% da população e 36% o consideram regular.

Dívida dos estados

Ao comentar medidas econômicas do governo Temer, Padilha destacou o acordo para o alongamento da dívida dos estados com a União, que estabeleceu um teto de gastos que “não há registro na história do Brasil”.

“Conseguimos fazer um ajuste da União e de todos os estados. Por dez anos não vai haver crescimento da despesa além da inflação. Isso não tem registro na história do Brasil. Nesses dez anos vamos ter a retomada do desenvolvimento, de forma efetiva, acentuada. Teremos superávits que vão nos dar, ao Estado, condições de prestar um serviço melhor à população”, analisou.

Padilha negou que a decisão de prorrogar o prazo para que os trabalhadores façam o saque do abono salarial do PIS/Pasep referente ao ano-base de 2014, anunciada hoje, tenha relação com a baixa popularidade do governo.

“Se historicamente tem havido essa exceção, temos os trabalhadores que querem usufruir esse direito, postergar não tem a ver com popularidade, com eleição, tem a ver com governar para todos. As pessoas que têm direito, têm que ter seu direito reconhecido pelo governo.”

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