Brasil

PF suspeita de ligação entre propina e governador de Goiás

PF encontrou menções ao "governador" em grampo que flagrou propina na empresa de saneamento de Goiás


	Marconi Perillo: PF acredita que grampo liga governador de Goiás a esquema de propina
 (Divulgação/Facebook)

Marconi Perillo: PF acredita que grampo liga governador de Goiás a esquema de propina (Divulgação/Facebook)

DR

Da Redação

Publicado em 26 de agosto de 2016 às 08h51.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo - A Polícia Federal afirma que interceptações telefônicas da Operação Decantação, deflagrada na quarta-feira, 24, revelam o ajuste por uma propina de R$ 6 milhões entre o presidente da Empresa Saneamento de Goiás (Saneago), José Taveira Rocha, e o diretor de Gestão da Saneago, Robson Salazar.

A suspeita é de que o esquema tenha abastecido campanhas políticas do PSDB no Estado.

Em diálogo de 18 de dezembro de 2015, Rocha e Salazar citam o "governador". Para os investigadores, trata-se de uma referência ao governador Marconi Perillo (PSDB), que está em seu quarto mandato.

A PF apura se a campanha do tucano foi beneficiada com recursos desviados da Saneago. "Um bobo não vira governador quatro vezes nunca, né", diz Rocha em trecho do diálogo. 

Os investigadores afirmam que, na conversa, o presidente e o diretor da Saneago "tratam da elaboração e execução de operações ilícitas e porcentagem de valores, possivelmente de propinas, da ordem de R$ 6 milhões e correspondente a 3% do valor do contrato negociado".

Em nota enviada na quarta-feira, o governo de Goiás afirmou acreditar na idoneidade dos dirigentes da Saneago, empresa de saneamento do Estado, disse apoiar as investigações e informou que "está inteiramente à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Acompanhe tudo sobre:Partidos políticosCorrupçãoEscândalosFraudesPolícia FederalOposição políticaPSDBGoiás

Mais de Brasil

Lula sanciona PL dos Minerais Críticos, que prevê R$ 5 bi em incentivos fiscais

A pastores, Lula diz que não vai a igrejas falar de política por respeito à fé

Renda alta e maior escolaridade concentram eleitores que sabem número de urna, diz BTG/Nexus

'Eu não era o presidente quando Alexandre de Moraes foi indicado ao STF', diz Lula