Brasil

PF procura 14 por fraude na Lei Rouanet

São cumpridos 14 mandados de prisão temporária e 37 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal


	PF: investigação cita as empresas Bellini Eventos Culturais Scania, KPMG e o escritório de advocacia Demarest.
 (Sergio Moraes / Reuters)

PF: investigação cita as empresas Bellini Eventos Culturais Scania, KPMG e o escritório de advocacia Demarest. (Sergio Moraes / Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 28 de junho de 2016 às 08h15.

Priorizar nos meus resultados Google

A Polícia Federal deflagrou, em conjunto com a Controladoria-Geral da União, nesta terça-feira, 28, a Operação Boca Livre. O alvo da ação são fraudes na Lei Rouanet.

124 policiais federais e servidores da Controladoria Geral da União cumprem 14 mandados de prisão temporária e 37 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal, todos expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal em São Paulo.

A investigação cita as empresas Bellini Eventos Culturais Scania, KPMG e o escritório de advocacia Demarest.

Lei Rouanet foi criada no governo Fernando Collor (PTC/AL), em 1991. A legislação permite a captação de recursos para projetos culturais ppr meio de incentivos fiscais para empresas e pessoas físicas.

Na prática, por exemplo, a Lei Rouanet permite que uma empresa privada direcione parte do dinheiro que iria gastar com impostos para financiar propostas aprovadas pelo Ministério da Cultura para receber recursos.

O inquérito policial foi instaurado em 2014, após a PF receber documentação da Controladoria Geral da União de desvio de recursos relacionados a projetos aprovados com o benefício fiscal.

Há indícios de que as fraudes ocorriam de diversas maneiras como a inexecução de projetos, superfaturamento, apresentação de notas fiscais relativas a serviços/produtos fictícios, projetos simulados e duplicados, além da promoção de contrapartidas ilícitas às incentivadoras.

As investigações constataram que eventos corporativos, shows com artistas famosos em festas privadas para grandes empresas, livros institucionais e até mesmo uma festa de casamento foram custeados com recursos de natureza pública, obtidos por meio da Lei Rouanet.

A pedido da PF, a Justiça Federal inabilitou, em sede liminar, algumas pessoas jurídicas para a propositura de projetos culturais junto ao MinC e à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Também foi realizado o bloqueio de valores e o sequestro de bens como imóveis e veículos de luxo.

Acompanhe tudo sobre:FraudesPrisõesPolícia Federal

Mais de Brasil

Lula cancela ida a comício em Juiz de Fora por mau tempo

TSE manda remover post de Nikolas por distorsão de fala de Lula sobre exame de próstata

Lula dará entrevista ao podcast Flow no mesmo horário do debate presidencial da TV Globo

O que acontece ao perguntar em quem votar para a IA? Estudo com 100 mil perguntas responde