Brasil

Paes quer cumprir contratos sobre reajuste de passagens

Após o reajuste para R$ 2,95 ter sido cancelado em virtude dos protestos de junho, voltou à pauta da prefeitura o aumento do valor da passagem


	Eduardo Paes: "O reajuste é contratual, está em uma tabela do contrato", aifrmou o prefeito do Rio de Janeiro sobre as passagens
 (Amanda Previdelli/EXAME.com)

Eduardo Paes: "O reajuste é contratual, está em uma tabela do contrato", aifrmou o prefeito do Rio de Janeiro sobre as passagens (Amanda Previdelli/EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 24 de dezembro de 2013 às 13h01.

Rio de Janeiro - O prefeito Eduardo Paes disse hoje (24) que é preciso esperar a avaliação do Tribunal de Contas do Município (TCM) sobre o reajuste das passagens de ônibus, mas que "não quer transformar o Rio em uma cidade que não cumpre contratos".

"O reajuste é contratual, está em uma tabela do contrato", destacou o prefeito, que enfatizou: "Infelizmente, a gente vê muitas cidades do Brasil descumprindo contratos, e vê o mal que isso faz. Não vou ficar de populismo barato. O Rio de Janeiro não vai pagar dinheiro público a empresário de ônibus. A passagem pode se equilibrar.

Ao defender sua posição, o prefeito fez uma comparação com São Paulo: "Não vou deixar chegar à herança do [prefeito de São Paulo, Fernando] Haddad, de R$ 1,5 bilhão, que podia ser aplicado em saúde e educação e está na mão de empresário de ônibus. Esse crime eu não vou cometer".

Após o reajuste para R$ 2,95 ter sido cancelado em virtude dos protestos de junho, voltou à pauta da prefeitura o aumento do valor da passagem, que está em R$ 2,75 e pode passar de R$ 3 no ano que vem.

A decisão será tomada pelo TCM.

Na manhã de hoje, na inauguração da ponte estaiada do corredor Transcarioca na Barra da Tijuca, o presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus do Rio, Lélis Teixeira, defendeu o reajuste como forma de equilibrar os custos das concessionárias.

"O próprio governo federal elevou o diesel, que tem um peso de 25% nos nossos custos, e aumentou o salário mínimo. As despesas com pessoal são 45% da nossa planilha. Também demos 10% de aumento aos rodoviários no ano passado e 10% neste ano, e nada disso foi repassado. É preciso recompor os custos para ter equilíbrio financeiro".

A possibilidade de um novo aumento das passagens levou manifestantes de volta ao centro da cidade na semana passada, em uma passeata que fechou a Avenida Rio Branco.

Acompanhe tudo sobre:PolíticosPolíticos brasileirosPolítica no BrasilMDB – Movimento Democrático BrasileiroRio de Janeirocidades-brasileirasMetrópoles globaisTransportestransportes-no-brasilPrefeitosEduardo Paes

Mais de Brasil

STF valida aumento de pena por crimes contra a honra de agentes públicos

Como funciona a correção da redação do Enem? Debates nas redes acendem alerta para mudança de regras

Kassab filia seis dos oito deputados estaduais do PSDB em São Paulo

Deputado apresenta projeto para proibir redes sociais a menores de 16 anos