O que falta para o Wegovy em comprimido chegar às farmácias do Brasil (Magnific)
Redação Exame
Publicado em 7 de novembro de 2026 às 16h52.
O Brasil aprovou nesta semana o Wegovy em comprimido, primeiro medicamento oral da classe "canetas emagrecedoras" para obesidade. Apesar da autorização da Anvisa, o remédio ainda não tem data de lançamento nas farmácias nem preço definido, dependendo da definição do preço máximo pela CMED. O comprimido deve ser tomado diariamente, ao contrário da versão injetável semanal, e está disponível em outros países desde 2025.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta semana o Wegovy em comprimidos, da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, para o tratamento da obesidade em adultos.
É a primeira versão oral de um medicamento da classe conhecida como "canetas emagrecedoras" autorizada no Brasil para essa finalidade. Mas, afinal, quando chega oficialmente às farmácias?
Mesmo com a aprovação, o Wegovy em comprimido ainda não tem data para chegar, nem preço definido.
Antes das vendas, o medicamento precisa passar por mais uma etapa: a definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão do governo federal que fixa o valor teto de todos os remédios vendidos no país.
Em nota, a Novo Nordisk disse apenas que o comprimido deve chegar às farmácias "nos próximos trimestres". Não há informação sobre preço nem sobre data de lançamento. Só depois da definição da CMED a empresa pode começar a vender.
A BBC News Brasil perguntou à empresa se o pedido de preço já foi feito à CMED, mas ainda aguarda resposta. Também perguntou qual é a previsão de lançamento, mas não obteve resposta.
O Wegovy tem como princípio ativo a semaglutida, substância que atua na regulação do apetite e da ingestão alimentar. A versão injetável já era autorizada no país para obesidade e para sobrepeso associado a problemas de saúde.
A principal diferença é a forma de uso. A injeção é aplicada uma vez por semana, enquanto o comprimido deve ser tomado diariamente, em jejum.
Segundo a Anvisa, a nova apresentação amplia as alternativas de tratamento e permite a transição entre as versões oral e injetável, quando houver indicação clínica e conforme a bula.
O medicamento é indicado para:
Em todos os casos, o uso deve vir acompanhado de mudanças na alimentação e de atividade física.