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Neste ano, renda média real dos trabalhadores caiu 2,5%

Desde o início do ano, há uma intensificação da procura por uma vaga, e o contingente de desocupados não para de crescer.


	Notas de real: um dos efeitos dessa dinâmica negativa da renda é o próprio aumento da taxa de desemprego, que atingiu no mês passado o maior nível para um mês de setembro desde 2009
 (Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas)

Notas de real: um dos efeitos dessa dinâmica negativa da renda é o próprio aumento da taxa de desemprego, que atingiu no mês passado o maior nível para um mês de setembro desde 2009 (Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas)

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Da Redação

Publicado em 22 de outubro de 2015 às 14h29.

Rio - O rendimento médio real dos trabalhadores já encolheu 2,5% na média dos nove primeiros meses do ano em relação a igual período do ano passado.

A perda no poder de compra é causada tanto pela queda no emprego quanto pelo menor poder de barganha dos empregados, informou Adriana Beringuy, técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do órgão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apenas em setembro, o rendimento médio chegou a ter perda nominal de 0,3% frente a agosto, um sinal de que algumas categorias não estão conseguindo reajustes e as dispensas têm mirado em trabalhadores com remuneração mais elevada, apontou a pesquisadora.

Um dos efeitos dessa dinâmica negativa da renda é o próprio aumento da taxa de desemprego, que atingiu no mês passado o maior nível para um mês de setembro desde 2009.

Desde o início do ano, há uma intensificação da procura por uma vaga, e o contingente de desocupados não para de crescer.

"Isso pode estar associado à redução na renda dos ocupados e ao fato de alguns setores estarem dispensando trabalhadores. Com isso, não necessariamente só aquele que perdeu o emprego está agora procurando trabalho. A perda de renda pelo domicílio faz com que até membros que antes não estavam tomando providências para conseguir emprego passem a procurar", afirmou Adriana.

Quem mais perde em termos de emprego são os trabalhadores com carteira assinada pelo setor privado.

Na média de janeiro a setembro, as seis principais regiões metropolitanas do País tinham 11,454 milhões de pessoas empregadas por esse tipo de vínculo, o menor nível desde 2012 (11,218 milhões), segundo o IBGE.

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