Brasil

Mulheres têm direito de viver sem a violência machista

Eleonora Menicucci classificou como estarrecedora a declaração do ex-goleiro Bruno Fernandes de que Eliza foi assassinada, esquartejada e teve seu corpo jogado aos cães.


	A ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci: “É urgente invertermos essa ordem de vulnerabilidade”, disse.
 (Antonio Cruz/ABr)

A ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci: “É urgente invertermos essa ordem de vulnerabilidade”, disse. (Antonio Cruz/ABr)

DR

Da Redação

Publicado em 8 de março de 2013 às 12h43.

Brasília – A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, avaliou hoje (8), ao comentar o desfecho do caso Eliza Samudio, que todas as brasileiras têm o direito de viver “sem a aterrorizante sombra da violência machista e patriacal”.

Por meio de nota pública divulgada hoje (8), Dia Internacional da Mulher, ela classificou como estarrecedora a declaração do ex-goleiro Bruno Fernandes de que Eliza foi assassinada, esquartejada e teve seu corpo jogado aos cães.

“É urgente invertermos essa ordem de vulnerabilidade”, disse. “As mulheres não aceitam mais a violação de direitos, a exemplo do que ocorreu com Eliza Samudio, que lutou pelos direitos gravídicos, reconhecimento à paternidade e pensão alimentícia de seu filho”, completou.

Menicucci destacou ainda que a Lei Maria da Penha é o marco legal que une os Três Poderes da República e a sociedade na tentativa de retirar as mulheres “do ciclo perverso” da violência de gênero.

“Por fim, manifesto meus cumprimentos à Justiça de Minas Gerais pela imparcialidade e competência na condução do julgamento”, disse. “É com compromisso e atitude que estamos vencendo a violência contra as brasileiras”, destacou.

Bruno foi condenado ontem (7) a 22 anos e três meses de prisão pelo assassinato e pela ocultação do cadáver de Eliza e também pelo sequestro e cárcere privado do seu filho com a jovem.

Acompanhe tudo sobre:Mulheres

Mais de Brasil

Paes e Ceciliano trocam farpas em disputa ao governo do Rio

Moraes suspende parte das regras para operação de motoapps em São Paulo

Fim dos orelhões no Brasil? Número de aparelhos caiu 81% em 5 anos

Os 10 carros mais roubados em São Paulo