Oscar Maron: empresário é ícone da noite paulistana, mas carreira é repleta de polêmicas (Instagram/Reprodução)
Redação Exame
Publicado em 31 de dezembro de 2025 às 11h40.
Última atualização em 31 de dezembro de 2025 às 11h41.
Morreu na manhã desta quarta-feira, 31, o empresário Oscar Maroni, dono do Bahamas Club e do Bahamas Hotel Club, em São Paulo, aos 74 anos.
A morte foi confirmada pela administração da casa noturna, e a causa não foi informada. Segundo a família, o velório será restrito a familiares e amigos próximos.
Considerado um ícone da noite paulistana, ele atuou por décadas no setor de entretenimento e eventos da capital.
Diagnosticado com Alzheimer, Maroni vivia desde 2024 em uma casa de repouso, segundo entrevista dada por um dos filhos do empresário ao Uol.
A administração do Bahamas Hotel Club comunicou que o clube suspendeu temporariamente suas atividades, com previsão de retomada das operações no sábado, 2. No texto, o empresário é descrito como alguém reconhecido por sua postura de “defensor da liberdade de expressão” e por sua atuação provocadora no cenário empresarial ligado à noite paulistana.
A principal atuação de Oscar Maroni como empresário foi à frente do Bahamas Club, voltado ao entretenimento adulto.
Fundado em 1994, o espaço o consolidou como uma das figuras mais emblemáticas da noite em São Paulo.
Ao longo da carreira, o estabelecimento e o empresário se tornaram presença constante em reportagens sobre a vida noturna da capital.
Formado em psicologia, Maroni teve a trajetória marcada por polêmicas. Ele chegou a ser preso em 2007 por favorecimento à prostituição, mas foi absolvido anos depois.
O empresário participou de diferentes programas de TV ao longo dos anos 2000 e integrou o elenco do reality show A Fazenda 7, exibido em 2014 pela TV Record.
No mesmo ano, foi criticado por ONGs ao estampar um outdoor provocativo nas principais rodovias de São Paulo. Era Copa do Mundo, e a boate divulgava uma publicidade que associava futebol e sexo: uma mulher sentada em uma bola de futebol, abaixando o calção de um jogador.
Na época, Maroni criticou as acusações de turismo sexual. "O que eu faço é incentivar meu produto. Não só vai aumentar o turismo sexual, também vai aumentar o gastronômico, por exemplo", disse.
Entre 2016 e 2018, chamou atenção na mídia por prometer bebida grátis caso Lula fosse preso. Cerca de 3 mil cervejas foram distribuídas na capital.
Duas semanas depois, teve a fazenda em Araçatuba invadida pelo Movimento Sem Terra (MST). Era a quarta vez que o movimento ocupava uma propriedade de Maroni.
A influenciadora digital Aritana Maroni, ex-participante do MasterChef Brasil, é uma das filhas do empresário. Ele também deixa os filhos Aratã, Aruã e Acauã, nomes inspirados na telenovela Aritana, exibida pela TV Tupi em 1978.