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Moraes determina prisão domiciliar de condenados pela trama golpista

Decisão ocorre após prisão do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques, que planejava fugir do Brasil

Publicado em 27 de dezembro de 2025 às 09h38.

A Polícia Federal cumpre, na manhã deste sábado, 27, dez mandados de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, determinados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra condenados pela tentativa de golpe de Estado que ainda não iniciaram o cumprimento das penas.

A operação ocorre um dia após a prisão do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques no Paraguai, quando tentava fugir do Brasil.

Os mandados estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal. Em diligências que envolvem militares, houve apoio do Exército Brasileiro.

As ordens judiciais se referem a réus condenados no âmbito das ações penais que julgam a trama golpista, mas o STF ainda não divulgou os mandados por nome .

Além da prisão domiciliar, o Supremo determinou a aplicação de medidas cautelares como a proibição de uso de redes sociais, restrição de contato com outros investigados, entrega de passaportes, suspensão de documentos de porte de arma de fogo e proibição de visitas.

Plano de fuga e passaporte falso

Condenado a 24 anos e seis meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado, o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques foi preso na quinta-feira, 18, no Aeroporto Internacional de Assunção, no Paraguai, ao tentar fugir do Brasil.

Ele planejava embarcar para El Salvador usando documentos falsos e havia violado a tornozeleira eletrônica determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A prisão ocorreu dez dias após a condenação pelo STF. Silvinei integrava o chamado “núcleo dois” da trama golpista, responsável por usar a máquina pública para interferir nas eleições de 2022 e manter o então presidente Jair Bolsonaro no poder.

Após a detenção, ele foi entregue à Polícia Federal na noite de quinta-feira, depois de ser levado de carro pelas autoridades paraguaias até Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil.

A prisão preventiva foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes após a confirmação da tentativa de fuga internacional.
Acompanhe tudo sobre:Supremo Tribunal Federal (STF)Alexandre de Moraes

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