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Mais de 760 cidades têm fila de pessoas com covid-19 à espera de UTIs

Número corresponde a 25% das 3,1 mil prefeituras consultadas pela Confederação Nacional de Municípios (CNM)

Paciente com covid-19 é transportado em hospital no Brasil. (Andre Coelho/Bloomberg/Getty Images)

Paciente com covid-19 é transportado em hospital no Brasil. (Andre Coelho/Bloomberg/Getty Images)

AB

Agência Brasil

Publicado em 9 de abril de 2021 às 18h03.

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Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que 768 cidades brasileiras têm pessoas com covid-19 em estado grave esperando por um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).  O número equivale  a 24,2% das 3,1 mil prefeituras que responderam o estudo, ou, ainda, uma em cada quatro cidades brasileiras consultadas.

Entre os ouvidos, 2.350 contaram não ter filas de espera de pacientes infectados pelo novo coronavírus esperando por um leito de UTI. Há ainda 51 municípios que não responderam a essa questão, o correspondente a 1,6%.

As informações são da nova edição do Observatório Covid-19 da CNM. O levantamento ouviu mais de 50% dos municípios de todo o país.

Kit intubação

Segundo a pesquisa, 1.207 municípios relataram o risco de desabastecimento de medicamentos usados para intubar pacientes que evoluíram para condições graves em função da covid-19, o chamado “kit intubação”. O número equivale a 38,1% das autoridades locais entrevistadas. Além disso, 7% não responderam e outros 54,9% não relataram o problema.

Oxigênio

O risco de faltar oxigênio foi apontado por 589 prefeituras, o equivalente a 18,7%. Na comparação com a semana anterior, quando o índice foi de 23,4%, houve queda no risco de desabastecimento.

Entre as prefeituras consultadas, 107 não responderam sobre este tema (3,4%), e outras 2.473 afirmaram não estar passando por essa situação (78%).

Vacinas

De acordo com o levantamento, 3.059 cidades ouvidas relataram ter recebido vacinas. O número compreende 96,2% da amostra investigada pela equipe da Confederação Nacional dos Municípios.

Entre os participantes do estudo, 1.139 responderam ter recebido vacinas pelo menos uma vez na última semana, o correspondente a 37,4%. Outros 1.788 municípios receberam imunizantes pelo menos duas vezes na semana anterior, o que representa 58,6% da amostra investigada.

Medidas de restrição

O estudo da CNM avaliou também a implantação de medidas de distanciamento para combater a circulação do vírus. Entre os ouvidos, 819 disseram ter implementado o fechamento de atividades não essenciais, o equivalente a 25,8%. Há ainda 2.308 prefeituras que não optaram pelo lockdown (72,8%).

Já o toque de recolher foi implantado por 2.379 cidades (75,1). Em 764 municípios (24,1%), a medida não foi adotada.

A restrição de atividades aos finais de semana foi colocada em prática por 2.531 prefeituras (79,9%). Outros 596 municípios não fizeram uso deste recurso (18,8%).

Aulas

A paralisação das aulas presenciais ocorreu em 2.761 cidades, 87,1% das prefeituras consultadas. Em 378 municípios, não houve suspensão das atividades educacionais, o equivalente a 11,9% dos participantes do levantamento.

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