Brasil

Liminar proíbe greve de policiais federais durante Copa

Ministra do STJ, Assusete Magalhães, proibiu ainda a realização de outras ações organizadas que direta ou indiretamente possam interferir nas rotinas e condutas


	Polícia Federal: em caso de descumprimento, será cobrada multa diária de R$ 200 mil
 (Fernando Moraes/Veja SP)

Polícia Federal: em caso de descumprimento, será cobrada multa diária de R$ 200 mil (Fernando Moraes/Veja SP)

DR

Da Redação

Publicado em 14 de maio de 2014 às 17h45.

Brasília - O governo conseguiu garantir uma liminar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que proíbe os policiais federais de entrarem em greve ou fazerem operação padrão, principalmente durante a Copa do Mundo.

A ministra do STJ, Assusete Magalhães, atendeu a um pedido da Advocacia Geral da União (AGU) e concedeu uma liminar para determinar aos sindicatos da categoria que se abstenham de deflagrar movimento grevista, mesmo na forma de operação padrão.

Ela proibiu ainda a realização de outras ações organizadas que direta ou indiretamente possam interferir nas rotinas e condutas.

Em caso de descumprimento, será cobrada multa diária de R$ 200 mil.

O STJ não divulgou a íntegra da decisão de Assusete. Mas, de acordo com informações veiculadas pela AGU, a ministra reconheceu os perigos e prejuízos decorrentes de uma eventual greve.

A AGU acionou o STJ diante do indicativo de greve de agentes, escrivães e papiloscopistas da PF. Conforme a AGU, desde o início do ano servidores vinham divulgando indicativos de greve em todo o País.

O governo argumentou que a Polícia Federal exerce funções essenciais ao Estado e à sociedade, com reflexos sobre a segurança pública, a economia, a saúde e o trânsito de bens e pessoas em portos, aeroportos e zonas fronteiriças.

A AGU ressaltou que uma eventual paralisação poderia afetar a emissão de passaportes e de documentos de estrangeiros, a autorização para porte de armas e a realização de ações de inteligência e vigilância de fronteiras.

"A suspensão ou redução das atividades policiais em decorrência de movimento grevista ilegal, assim como medidas que interfiram na prestação de serviços e causem prejuízos à população, são abusivas e não podem ser toleradas pelo Poder Judiciário", alegou a AGU.

"A greve ainda implica paralisação de inquéritos, diligências e investigações, cuja demora reflete na coleta, formalização e qualidade da prova, podendo prejudica a apuração de crimes", sustentou o órgão.

Acompanhe tudo sobre:EsportesFutebolPolícia FederalPoliciaisGrevesCopa do MundoDireitos trabalhistas

Mais de Brasil

Cotado para vice de Haddad, França diz que prefere disputar o Senado em SP

Em carta a Rubio, Flávio Bolsonaro pede que EUA não imponham tarifas ao Brasil

'Tariflávio'? Governo Lula transforma defesa do Pix em arma eleitoral contra Flávio Bolsonaro

Discussão sobre fim da escala 6x1 'não tem razão de existir', diz presidente da Fiems