Brasil

Líder do governo e deputado batem boca no plenário

Arlindo Chinaglia e Sebastião Bala Rocha protagonizaram um bate-boca com direito a palavrões e troca de acusações

Deputado Sebastião Bala Rocha (PDT-AP) durante sessão para votar acordo entre os governos brasileiro e francês para aumentar a fiscalização imigratória (Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados)

Deputado Sebastião Bala Rocha (PDT-AP) durante sessão para votar acordo entre os governos brasileiro e francês para aumentar a fiscalização imigratória (Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados)

DR

Da Redação

Publicado em 5 de dezembro de 2013 às 13h42.

Brasília - O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e o deputado Sebastião Bala Rocha (SDD-AP) protagonizaram na manhã desta quarta-feira um bate-boca, com direito a palavrões e troca de acusações, no plenário da Casa. Os parlamentares votavam um acordo entre os governos brasileiro e francês para aumentar a fiscalização imigratória entre Brasil e Guiana Francesa e combater a exploração ilegal de ouro no país vizinho.

O desentendimento começou após o petista se confundir sobre quem havia participado da reunião que selou o acordo com o governo para a votação da proposta e insinuou que Bala Rocha estaria se apoderando do resultado de um trabalho coletivo. O deputado e ex-senador do Amapá, que foi relator da matéria na Comissão de Relações Exteriores da Casa, reagiu: "Não estou me apoderando de nada, estou relatando esse projeto há quatro anos e meio. Eu conheço a matéria e agi com responsabilidade esse tempo todo", retrucou.

Bala Rocha, que é vice-líder do Solidariedade, mudou a orientação de sua bancada para a obstrução da matéria e se juntou ao PPS e ao DEM, o que inviabilizaria a apreciação do projeto hoje. Já sem condições de votar o acordo, Chinaglia subiu o tom contra Bala Rocha: "Se alguém se sentiu ofendido, meteu uma carapuça que eu não dei endereço", disse, para emendar a frase que desencadeou uma série de xingamentos. "Quero dizer uma coisa: graças à minha formação eu nunca fui algemado na minha vida", provocou Chinaglia, referindo-se à prisão do deputado em 2004 na Operação Pororoca.

"Eu fui injustiçado, seu p.., seu fdp...", gritou Bala Rocha no microfone. "Daqui para a frente, eu vou obstruir todas as votações nesta Casa até que este líder vagabundo do governo peça desculpas para mim", emendou.

O parlamentar do Amapá foi preso quando ainda era do PDT. Ele responde no Supremo por crimes como formação de quadrilha, prevaricação, corrupção passiva e crime contra a lei de licitações. "Já fui praticamente absolvido do crime de quadrilha pelo próprio MP e estou me defendendo no Supremo (Tribunal Federal). Estou seguro que sou inocente. Ele (Chinaglia), de maneira arrogante, mencionou esse episódio", protestou Bala Rocha.

Chinaglia deixou o plenário sem falar com os jornalistas. Bala Rocha disse que manterá a obstrução até a retratação do petista. "O pessoal todo do PT na Papuda e ele vem dizer que eu fui algemado?", ironizou Bala Rocha.

Acompanhe tudo sobre:Política no BrasilGoverno DilmaPolíticaCâmara dos Deputados

Mais de Brasil

Câmara aprova liberação de venda de spray de pimenta às mulheres acima de 16 anos

Senado aprova uso de tornozeleira em agressores de mulheres e monitoramento com uso de IA

Anvisa determina o recolhimento de suplementos alimentares; veja quais

Zanin é sorteado novo relator de pedido para instalar CPI do Master na Câmara