Wassef e Cristiano Zanin são alvo de buscas sobre desvios no sistema S

Advogados de Bolsonaro e de Lula foram alvo de busca em operação, que investiga desvio de 151 milhões de reais do Sistema S em escritórios de advocacia
 (Globo News/Reprodução)
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Por Da RedaçãoPublicado em 09/09/2020 08:01 | Última atualização em 09/09/2020 08:45Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Foi deflagrada na manhã desta quarta-feira, 9, uma operação que cumpriu 50 mandados de busca e apreensão para investigar desvios no chamado Sistema S. Houve buscas em endereços de pessoas físicas, empresas e escritórios de advocacia.

Entre os alvos das buscas estão o advogado Frederick Wassef, que já defendeu o senador Flávio Bolsonaro, o advogado Cristiano Zanin, que representa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a advogada Ana Tereza Basilio, que defende o governador afastado do Rio, Wilson Witzel.

A investigação é sobre um possível desvio, entre 2012 e 2018, de cerca de 355 milhões de reais das seções no Rio de Janeiro do Serviço Social do Comércio (Sesc RJ), do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac RJ) e da Federação do Comércio (Fecomércio/RJ).

O Ministério Público Federal informou que entre 2012 e 2018 o Sesc, o Senac e a Fecomércio do Rio teriam destinado mais de 50% do seu orçamento anual a contratos com escritórios de advocacia.

Segundo a força-tarefa da Lava Jato, o esquema incluía "o uso de contratos falsos com escritórios daqueles acusados ou de terceiros por eles indicados, em que serviços advocatícios declarados não eram prestados, mas remunerados por elevados honorários".

Cumpriram os mandados de busca o Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal.

A força-tarefa da Lava-Jato no Rio diz ainda que a ofensiva é aberta em paralelo ao início de uma ação penal contra 26 pessoas, incluindo o ex-governador Sérgio Cabral e a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo. 

As investigações partiram da Operação Jabuti, aberta em 2018, e reuniram dados compartilhados de apurações da Receita, Tribunal de Contas da União, da Operação Zelotes, quebras de sigilos telefônico, telemático, fiscal e bancário, e também informações de Orlando Santos Diniz, ex-gestor das entidades paraestatais e delator, diz a Procuradoria.

(Com Estadão Conteúdo e Agência O Globo)