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Governo de SP publica edital e leilão do serviço de guincho será em 7 de maio

O projeto prevê investimentos de R$ 556,3 milhões ao longo de 26 anos

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 05h10.

O leilão de concessão do serviço de guincho e reboque no Estado de São Paulo acontecerá no dia 7 de maio deste ano, segundo edital divulgado nesta segunda-feira, 16, no Diário Oficial do estado.

Também está prevista que a entrega de envelope ocorra no dia 29 de abril, na Bolsa de Valores (B3), até as 11h.

Segundo a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), ao menos 50 empresas já demonstraram interesse na proposta e 11 delas participaram de reuniões técnicas para conhecer detalhes do projeto.

O projeto prevê investimentos de R$ 556,3 milhões ao longo de 26 anos e reestrutura a atual prestação dos serviços de remoção, guarda e restituição de veículos apreendidos por infrações de trânsito.

Hoje, essas operações são realizadas de forma descentralizada pelo Detran-SP e pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), gerando, segundo o governo, grandes disparidades de preços e procedimentos.

Atualmente, o estado conta com 212 pátios ativos e cerca de 184,5 mil veículos custodiados, segundo dados oficiais.

Como funciona o serviço de guincho em SP hoje e o que muda com a concessão

A principal crítica da gestão estadual ao sistema atual é a fragmentação. Hoje, o DER opera com 42 pátios próprios, enquanto o Detran-SP mantém 43 convênios com prefeituras e outros 168 contratos com empresas privadas. Isso, segundo a SPI, gera variações de até 100% nos preços cobrados, dependendo da localidade e do tipo de via.

Com a concessão, o serviço será dividido em sete lotes regionais. As concessionárias deverão garantir cobertura em regiões hoje desassistidas, e serão obrigadas a operar com central de monitoramento, call center e plataformas digitais integradas. O governo garante que os 645 municípios do Estado serão assistidos pelo modelo.

O edital estabelece metas de cobertura regional, determinando que 90% dos veículos recolhidos sejam encaminhados a pátios localizados em até 30 quilômetros do ponto de apreensão, o que contribui para reduzir custos logísticos e otimizar o atendimento aos usuários.

A estimativa é de atendimento entre 305 mil e 400 mil veículos por ano, com cobertura de 100% das operações de remoção e custódia realizadas no estado.

A nova modelagem prevê tarifas fixas com base em estudos técnicos, além da cobrança apenas de diárias úteis, caso o veículo seja retirado em até sete dias.

O governo argumenta que isso reduzirá os custos para motoristas que conseguirem recuperar rapidamente os veículos apreendidos.

A gestão estadual afirma que a concessão pode reduzir em até 47% as tarifas para os motoristas paulistas. 

O modelo também cria incentivo à retirada mais rápida dos veículos, com desconto de 25% na tarifa de custódia para proprietários que realizarem a liberação em até 7 dias.

Apesar da promessa de padronização e redução de custos, representantes do setor de guincho têm se posicionado contra o projeto. Três entidades lideram a mobilização: o SINGUESP (Sindicato dos Guincheiros do Estado de São Paulo), o SEGRESP (Sindicato das Empresas e Proprietários de Serviços de Reboque, Resgate e Remoção de Veículos) e a APPAGESP (Associação dos Proprietários de Pátios e Depósitos).

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