Brasil

Furtos e roubos na região da Cracolândia caem 39% em quatro anos

Foram 22,6 mil casos registrados nas delegacias da região em 2022. Já em 2025, o número caiu para 13,6 mil no mesmo período

Centro de SP: região teve queda de roubos e furtos em meio as ações sobre  (Google Street View/Reprodução)

Centro de SP: região teve queda de roubos e furtos em meio as ações sobre (Google Street View/Reprodução)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 14h46.

Última atualização em 15 de janeiro de 2026 às 14h55.

Priorizar nos meus resultados Google

O número de roubos e furtos na região da Santa Cecília e Campos Elíseos atingiu o menor patamar desde 2022, segundo dados consolidados da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo.

Os dados consideram o período entre janeiro e novembro de cada ano para efeito de comparação. Foram registrados 22,6 mil casos nas delegacias da região em 2022.

Em 2025, o número caiu para 13,6 mil no mesmo intervalo.

A maior variação dos últimos três anos foi observada entre 2023 e 2024, quando houve uma queda de 7,7 mil casos.

Entre 2024 e 2025, o recuo foi mais tímido, com redução de 555 casos.

Segundo o governo estadual, foram 19,7 mil vítimas de roubos ou furtos a menos entre janeiro de 2023 e novembro de 2025.

Vice-governador afirma que trabalho contra a Cracolândia resultou na queda de roubos e furtos na região

Em entrevista à EXAME, o vice-governador Felício Ramuth, que coordena a política de enfrentamento às drogas no estado, afirmou que os resultados têm relação direta com a estratégia que desmobilizou a cena de uso aberta na região.

"Quando chegamos, havia uma concentração de mais de 3 mil pessoas. Estava na Rua dos Gusmões, depois foi para a Rua dos Protestantes. E como era um lugar onde nem a polícia entrava, começamos a mostrar a presença das políticas públicas", disse.

Ramuth detalhou que a presença efetiva do Estado, com reforço do policiamento e ações contra o tráfico de drogas, resultou em mais de 2 mil prisões.

“Antes, era um local onde o poder público não entrava. Hoje, toda concentração de 10 pessoas em qualquer lugar do centro é identificada, abordada e qualificada”, afirmou.

Acompanhe tudo sobre:RoubosSão Paulo capital

Mais de Brasil

Fachin assume a relatoria do processo sobre Moraes e determina envio dos casos Master e INSS ao STF

Fachin dá 24 horas para PF informar sobre dados extraídos do celular de Vorcaro

São Paulo tem setembro mais chuvoso dos últimos 30 anos, afirma prefeitura

Fachin fixa data para julgar casos de Moraes e Mendonça no STF; entenda