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FGV: preços para baixa renda caem 0,44% em agosto

Com o resultado, o índice acumula altas de 3,75% no ano e de 3,99% em 12 meses

Compras em supermercado: o grupo alimentação registrou uma das quedas menos intensas em relação ao mês passado (.)

Compras em supermercado: o grupo alimentação registrou uma das quedas menos intensas em relação ao mês passado (.)

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h47.

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São Paulo - As famílias de baixa renda continuaram a sentir os efeitos da deflação em agosto, embora de forma menos intensa do que em julho. Isso é o que mostra o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 - (IPC-C1), usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos.

O indicador caiu 0,44% em agosto, após mostrar queda de 0,56% em julho, informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumula altas de 3,75% no ano e de 3,99% em 12 meses.

A taxa do IPC-C1 em agosto ficou abaixo da deflação média apurada entre as famílias mais abastadas, com renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos, mensurada pelo Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR). Este indicador mostrou deflação de 0,21% em agosto. Porém, a taxa de inflação acumulada no ano do IPC-C1 foi maior que a apresentada no mesmo período pelo IPC-BR, que subiu 3,34%. Nos 12 meses encerrados em agosto, o IPC-BR mostrou avanço de 4,06%.

Das sete classes de despesa usadas para cálculo do IPC-C1, três apresentaram quedas menos intensas ou acelerações de preços em suas taxas de variação, de julho para agosto. É o caso de alimentação (de -1,54% para -1,19%), vestuário (de -1,11% para -0,08%) e habitação (de 0,19% para 0,20%).

Outras quatro classes de despesa apresentaram desaceleração de alta ou queda de preços. É o caso de despesas diversas (de 1,58% para -0,07%), educação, leitura e recreação (de 0,35% para 0 07%), saúde e cuidados pessoais (de 0,25% para 0,02%) e transportes (de 0,01% para 0,00%).

A FGV informou ainda que, em agosto, entre os produtos pesquisados para cálculo do IPC-C1, as mais expressivas elevações de preços foram detectadas em taxa de água e esgoto (1 68%), alho (7,18%) e pão francês (1,41%). Já as mais expressivas quedas foram registradas em batata-inglesa (recuo de 23,88%), cebola (baixa de 30,92%) e mamão papaia (queda de 15,01%).

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